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por Vivo Seu Dinheiro

Entenda a Taxa Referencial e seus impactos no bolso

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Certamente, você já ouviu falar nela, mas talvez não saiba exatamente o que significa ou para que serve. Ainda assim, a Taxa Referencial (TR) tem um papel importante na correção de alguns valores que fazem parte da sua vida.

Como foi criada a Taxa Referencial

Hoje em dia, o objetivo dela já não é mais o mesmo, mas é importante entender seu histórico. O economista Marcelo Cambria, professor de Finanças da Fipecafi, explica que a Taxa Referencial foi criada ainda no governo Collor, no início dos anos 90.

Na época, ela servia como referência, conforme indica o próprio nome, para a desindexação dos preços. Naquela época, a medida era necessária para o combate à inflação.

O problema é que o índice aumentava em um mês e essa elevação era repassada aos preços no mês seguinte. Foi, então, que surgiu a Taxa Referencial, que servia de parâmetro para os juros vigentes no Brasil.

Com a TR, os preços passaram a ser corrigidos no mês corrente, de acordo com a inflação, sem a necessidade de repasse no mês posterior. “O mercado precisava de uma medida urgente como essa, pois a precificação ocorria de uma forma muito complicada”, esclarece Cambria.

Taxa Referencial

Taxa é usada para calcular rendimento de investimentos, como poupança e títulos. Foto: iStock, Getty Images

A função atual da Taxa Referencial

O tempo passou, a economia mudou, e a função da TR também. Hoje em dia, ela é mais usada para calcular o rendimento de alguns investimentos, como títulos públicos, poupança, habitação, pagamentos de prestações e até mesmo seguros.

A Taxa Referencial é obtida com base na taxa média mensal dos CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), que nada mais é do que o valor que os bancos pagam para captar seus recursos.

Primeiramente, é calculada a taxa média mensal dos CDBs de 30 instituições financeiras selecionadas. Em seguida, é aplicado um redutor – que varia mensalmente – sobre a média apurada desses CDBs.

A base de cálculo é o dia de referência, sendo calculada somente no dia útil posterior. Para finalizar, é aplicado um redutor (que varia mensalmente) sobre a média apurada das taxas dos CDBs.

Como isso influencia o seu dinheiro

Em um prazo curto, a TR provavelmente não terá muita influência na sua vida. Mas em um período longo, uma alta da Taxa Referencial poderá resultar em empréstimos mais caros no futuro e um provável rendimento maior da poupança (dependendo da Selic).

Já em períodos de baixa, a TR resultará em empréstimos mais baratos e investimentos de menor retorno – como os títulos públicos, por exemplo.

Em 2015, o acumulado da taxa remete ao maior nível desde 2009, o que puxa para cima também o rendimento da caderneta de poupança (que é de 0,5% mais a TR se a taxa Selic for superior a 8,5% ao ano, como agora).

Ainda assim, esse fator isolado não dá ao investimento de baixo risco uma condição destacada de rentabilidade. Em razão da inflação, que provoca o aumento generalizado de preços, ser superior à poupança, há perdas no poder de compra do investidor que mantém seu dinheiro na caderneta.

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