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por Vivo Seu Dinheiro

Entenda a situação da economia brasileira com ajuda de três gráficos

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O aumento da taxa básica de juros pelo Banco Central, no fim de abril, é o mais recente efeito da desaceleração da economia na vida dos brasileiros. Some-se a isso a alta do dólar, a escalada da inflação, o aumento da taxa de desemprego, estagnação industrial, exportações em queda e a deploração das contas públicas e você terá um desenho da situação crítica em que a economia se encontra no Brasil.

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

 

A economia em gráficos

Os economistas Alfredo Meneghetti Neto, da Fundação de Economia e Estatística (FEE) e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), e Giácomo Balbinotto, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ajudam a explicar o que está acontecendo na economia brasileira atualmente, com ajuda de gráficos.

1. Inflação

A inflação é um dos indicadores mais preocupantes, segundo Balbinotto, pois ela tem reflexo direto no cotidiano do consumidor. Em março, a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 8,13% – a maior desde dezembro de 2003, quando a inflação acumulada nos 12 meses anteriores foi de 9,30%.

“A economia brasileira está em frangalhos e o cenário político é complicado. As indústrias estão cortando investimentos, as perspectivas de investimento em novos negócios são baixas e o governo se vê obrigado a aumentar as taxas de juros para impedir a disparada do dólar e evitar a fuga de capital estrangeiro”, explica o economista Giácomo Balbinotto, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Inflação

2. Nível de emprego formal

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em março, apresentou alta de 0,05% no nível de emprego, depois de três meses consecutivos de queda. Mas no acumulado do ano, o país sofreu uma redução de mais de 50 mil postos de trabalho e 48 mil empregos.

“A alta registrada em março foi puxada pelo setor de serviços, principalmente nas áreas de educação, corretores de imóveis e no serviço público, o que é natural nesta época do ano, mas não significa muito em termos de perspectivas de recuperação do mercado de trabalho”, comenta Balbinotto.

Isso fica evidente quando se observa a queda nos postos de trabalho nos setores da construção civil e da indústria de transformação. “Essas indústrias são as que geram investimento. Se elas estão cortando investimentos, há um impacto natural na construção”, observa o economista.

Empregos

3. Balança comercial

A balança comercial brasileira, ou seja, o saldo entre exportações e importações, apresentou, no ano passado, o primeiro déficit desde 2000. Conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o total de importações feitas pelo Brasil em 2014 foi de US$ 229 bilhões, contra US$ 225,1 bilhões em exportações. As compras superaram as vendas para outros países em US$ 3,9 bilhões.

Balança

“O mercado já vem sinalizando para um crescimento negativo da economia brasileira para 2015 e as perspectivas de recuperação a partir de 2016 dependem muito da aprovação de ajustes fiscais no Congresso e de que eles sejam executados plenamente”, analisa o economista da FEE.

O boletim Focus do Banco Central estima um crescimento de -1% para a economia brasileira em 2015.

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