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por Vivo Seu Dinheiro

Energia renovável é aposta ambiental e também econômica

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Investir em energia renovável pode ser uma boa ideia para diminuir o custo de sua conta de luz, além de ser uma alternativa ambientalmente indicada em tempos de eventual escassez de algum dos recursos. Mas fique atento, pois o investimento não dá retorno em curto prazo. Saiba mais sobre como tirar proveito dessa fonte de energia.

Energia renovável e a sua conta de luz

Usar a energia renovável para diminuir o custo da sua conta de luz não é um procedimento tão simples. Você precisa viabilizar um projeto de geração de sua própria energia em vez de esperar por empresas. É o que explica o engenheiro eletricista Ernani Paluszkiewicz, chefe da divisão de projetos especiais da Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE/RS).

De acordo com Paluszkiewicz, desde que entrou em vigor a Resolução nº 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os brasileiros podem gerar sua própria energia renovável. O problema é o custo inicial, além da falta de renúncia fiscal. “Por enquanto, apenas Minas Gerais renunciou ao ICMS”, diz.

Energia renovável em painel solar

Central de fonte solar fotovoltaica pode repassar excedente à rede pública. Foto: iStock, Getty Images

Segundo a resolução, microgeradores possuem potência instalada menor ou igual a 100 quilowatts (kW). Já os minigeradores têm centrais geradoras de 101 kW a 1 megawatt (MW). As fontes devem ser de energia renovável e com base em energia hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada.

Conforme a Aneel, a novidade da norma é que ela simplifica a conexão das pequenas centrais à rede de distribuidoras de energia elétrica e permite que a energia produzida excedente seja repassada à rede, resultando em “crédito de energia” que poderá ser usado para abater no consumo.

Como exemplo de energia renovável, a Aneel cita a microgeração por fonte solar fotovoltaica. Nela, durante o dia, a “sobra” da energia gerada é repassada à rede e, durante a noite, ela é devolvida para a unidade consumidora, suprindo as suas necessidades adicionais. A rede funciona como uma bateria que armazena o excedente até a consumidora necessitar.

Acontece que o saldo positivo não pode ser revertido em dinheiro. Ele somente pode ser utilizado para abater o consumo em outro posto tarifário, com créditos válidos por 36 meses. Você pode colocar um painel solar na praia e abater da conta de luz da cidade, por exemplo. De acordo com Paluszkiewicz, o tempo é de 6 a 8 anos de investimento.

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Custo-benefício da energia renovável

A Aneel deixa claro que compete ao consumidor a iniciativa de instalação de energia renovável e não estabelece o custo dos geradores e nem condições de financiamento. Por isso, é preciso analisar a relação custo-benefício e os tipos de fontes de energia.

O engenheiro Paluszkiewicz lembra que a questão da energia renovável precisa ser tratada com cuidado, pois, muitas vezes, os custos não são vistos na totalidade. “A composição da tarifa, os custos de implantação, manutenção e licenças, tudo isso faz com que seja longo o caminho até o consumidor”, conclui.

 

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