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por Vivo Seu Dinheiro

“Emprestei meu nome e não pagaram”; veja o que fazer

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Por mais que especialistas alertem que emprestar o nome a terceiros não é uma boa ideia, muita gente se depara com esse tipo de problema: “Emprestei meu nome e não pagaram”. Isso significa oferecer o nome e o CPF para pagar uma compra destinada a um familiar, amigo e até colega de trabalho endividado e com nome em cadastros de instituições de proteção ao crédito, como Serasa.

A prática, aliás, é mais comum do que se pensa. Segundo pesquisa realizada pelo Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (SPC), 20% das pessoas inadimplentes estão na situação por terem feito compras para outros em seu nome. A pesquisa, realizada nas 27 capitais brasileiras, também revela que nove entre dez pessoas inadimplentes e com cadastros em serviços de restrição como o SPC e Serasa costumam emprestar o nome para terceiros. E o que é mais grave: essas pessoas não têm nenhuma garantia de que a dívida será paga.

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Emprestar nome para terceiros é uma decisão que deve ser muito bem avaliada. Foto: iStock, Getty Images

 “Emprestei meu nome”: principais motivos

São três os principais motivos que levam uma pessoa a emprestar seu nome para que outra pessoa faça compras, empréstimos ou assine contratos de serviços. Uma delas é que o nome da pessoa que pede esse favor consta na relação de inadimplentes e, por isso, tem restrições ao crédito.

A dificuldade em comprovar a renda ou a renda abaixo do exigido para concessão de uma linha limite de crédito são outros fatores que levam uma pessoa que está sem restrições a emprestar seu nome limpo.

A prática é arriscada e nada recomendável. Mesmo que quem peça seja um familiar próximo, um amigo de confiança ou um colega de trabalho, o melhor é dizer não. “Dizer ‘não’ pode prejudicar a amizade, mas emprestar seu nome gera o risco de perder o amigo, o dinheiro e ainda ficar com o nome sujo na praça”, alerta Flávio Borges, gerente financeiro do SPC Brasil.

“Se a pessoa está pedindo para comprar em seu nome, é porque ela deve estar com o nome negativado”, continua Flávio. “Isso torna a prática ainda mais arriscada porque demonstra que essa pessoa não consegue honrar suas próprias dívidas, provavelmente não conseguindo quitar também as que fez em nome de terceiros.”

“Devolvam meu nome”: resolvendo a situação

Uma vez que a pessoa tenha emprestado o nome para outra e a conta não foi paga, a única solução para o problema é negociar e quitar a dívida. A dívida fica no nome da pessoa que emprestou o nome, que será colocado na lista de restrição de crédito.

Além de ter a dor de cabeça de ter o nome negativado por culpa de terceiros, o consumidor ainda terá o transtorno de ter que negociar com a loja e/ou banco uma dívida que não é sua. Mas esse é o melhor caminho: geralmente, a conciliação entre empresa e consumidor resulta na retirada de juros e multas, facilitando o pagamento do débito.

Uma forma de tentar minimizar esse prejuízo é pedir algum tipo de garantia a quem está pedindo o favor: cheque pré-datado, nota promissória ou contrato de garantia. Essas medidas não evitam o prejuízo, mas garante ao consumidor o direito de entrar na Justiça cobrando a dívida de quem pediu seu nome emprestado.

Monitore seu CPF

Um cuidado que o consumidor deve ter é sempre consultar a situação do seu CPF — independentemente de ter ou não emprestado o nome. Além de consultas avulsas junto às instituições de proteção ao crédito, existem outras formas de fazer esse monitoramento, chegando a avisos em tempo real.

Em parceria com a Serasa Experian, a Vivo oferece o Vivo Alerta CPF, um serviço que permite que seus clientes recebam notificações via SMS sempre que:

– Ocorrer uma alteração no status de seu CPF nas bases de dados da Serasa Experian

– Uma empresa consultar seu nome nas bases de dados da Serasa Experian

– Uma empresa estiver prestes a negativar o seu nome nas bases de dados da Serasa Experian.

Saiba mais:

> Vivo Alerta CPF: Receba alertas via SMS sempre que houver consultas a seu CPF

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