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por Vivo Seu Dinheiro

Educação familiar: descubra por que conversar sobre finanças

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Ensinar às crianças a importância de não gastar em excesso não é apenas uma maneira de economizar dinheiro, mas também a melhor alternativa para que elas aprendam, desde pequenas, a importância do consumo consciente. Nesse processo, a maior dificuldade é encontrar o modo certo para inserir o assunto na educação familiar.

Conforme explica o educador financeiro Pedro Braggio, especialista em consultoria financeiro familiar, a forma de consumir mudou os hábitos infantis ao longo das últimas décadas, e é justamente esse cenário de transição que deixa pais e avós inseguros para abordar o tema.

Falar sobre finanças na educação familiar

De acordo com dados estatísticos de pesquisa divulgada em 2013 Instituto Alana, as crianças chegam a participar de 80% das decisões de compra tomadas por uma família. Quando a educação financeira não é uma realidade e essa influência ocorre, o resultado é uma relação pouco saudável com o dinheiro.

Para que isso não se torne um problema na vida adulta, a dica é ter paciência para ensinar e discutir a importância de controlar os gastos e saber quando é possível ou não comprar algo. Mais do que isso, é preciso que a criança possa entender os motivos da decisão, que nem sempre são apenas financeiros.

“É claro que não podemos simplesmente olhar para os pequenos e impormos:’você precisa guardar dinheiro’. Em cada fase da vida aprendemos e devemos ensinar de uma forma diferente para que o entendimento aconteça”, destaca Braggio. Afinal, educar exige deixar espaço também para o diálogo, e não apenas imposições, que costumam ser menos efetivas.

A educação familiar deve explicar a importância de consumir de modo consciente. Foto: iStock, Getty Images

A educação familiar deve explicar a importância de consumir de modo consciente. Foto: iStock, Getty Images

 

Como inserir as finanças na educação familiar

A melhor maneira de ensinar as crianças a manter o controle sobre os gastos é a partir de exemplos, acredita Braggio. Ou seja, as ações que elas veem sendo reproduzidas dentro de casa vão ter influência direta em seu comportamento como consumidor.

“Logo, se você gasta compulsivamente, não vai conseguir com palavras convencer seu filho que ele deve ser ponderado com as finanças. A fala precisa sempre confirmar o ato, que se for mesmo convincente nem precisará de palavras”, pondera o educador financeiro.

O desafio é inserir o assunto de maneira que os pequenos possam entender, a partir das vivências que já possuem. A mesada, por exemplo, pode ser um bom instrumento, mas exige cuidados. O erro mais é ligar o desempenho escolar a gratificações ou a um aumento no valor recebido.

O problema é a falsa relação criada entre educação e dinheiro, que gera uma noção distorcida da importância que os estudos possuem. Ao invés disso, mostre como poupar a quantia recebida pode ajudar a conseguir uma bicicleta nova, mais jogos de videogame ou quem sabe até chegar à carreira sonhada – quem sabe até a de astronauta.

 

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