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por Vivo Seu Dinheiro

Economia solidária é saída para enfrentar crises

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Você já ouviu falar em economia solidária? Com o passar dos anos, essa modalidade tem se popularizado e promete ser uma alternativa inovadora de geração de trabalho e renda, além de uma forma de inclusão social. A atividade compreende práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas e associações.

Em 2013, a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) lançou um atlas digital para a identificação e caracterização de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) no Brasil. Na pesquisa realizada para sua produção, foi detectado que 82,4% dos entrevistados responderam que o principal motivo de seguir como um EES é o desejo de participar de uma atividade coletiva.

Atualmente, existem aproximadamente 20 mil EES registrados. Esse tipo de iniciativa costuma surgir em períodos de desaceleração econômica, com poucas vagas de emprego, mas muitas persistem, mesmo após o momento de crise.

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Existem milhares de projetos de economia solidária espalhados pelo Brasil. Foto: iStock, by Getty Images

Projeto Esperança Cooesperança de economia solidária

Um dos organizadores da Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), o maior evento de economia solidária do América Latina, o projeto Esperança Cooesperança foi criado no início de 2003. Ele nasceu com o objetivo de promover, incentivar e construir o desenvolvimento urbano e rural sustentável na região central do Rio Grande do Sul.

No ano de 2014, a 21ª Feicoop recebeu representantes de quatro continentes, 21 países, todos os Estados brasileiros e oito etnias indígenas. Além de uma variedade de mais de 10 mil produtos e serviços oferecidos.

“A  Economia Solidária  é um movimento  social,  que luta pela mudança da sociedade,  por  uma forma  diferente  de  desenvolvimento,  tornando-o  solidário, sustentável  e  territorial”, define a coordenadora do projeto, Irmã Lourdes Gill.

Conheça outros projetos de economia solidária

Assim como Esperança Cooesperança, existem milhares de projetos de economia solidária espalhados pelo Brasil. O grupo Casa de Criola, do interior de Rondônia, por exemplo, é um coletivo que trabalha com artesanato, a partir de elementos da natureza. Para dar forma aos objetos, são utilizadas técnicas de lapidação, beneficiamento e ourivesaria.

Já a ASSOCIRECICLE BH nasceu em 2004, e é uma associação formada por um grupo de catadores de papel que busca geração de renda e soluções ambientais para o problema dos resíduos sólidos urbanos.

Esses e outros empreendimentos de economia solidária podem ser encontrados no site CIRANDAS, um projeto do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES). A maioria dos projetos busca um enfoque social e tem como princípios a cooperação, autogestão e solidariedade.

Não há como definir se a economia solidária é um modelo melhor ou pior que as opções convencionais de mercado. Mas ela é uma alternativa de um modelo diferente para quem quer repensar as práticas econômicas.

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