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por Vivo Seu Dinheiro

Economia compartilhada é nova tendência em negócios

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Uma pesquisa da empresa Market Analysis aponta que um entre cinco brasileiros já ouviu falar em economia compartilhada, o que representa 20% da população. Essa proporção dobra entre as pessoas de maior poder aquisitivo, chegando a 42%.

Mesmo se você nunca escutou ou leu algo sobre economia compartilhada, ou algum sinônimo dela, como “consumo colaborativo”, talvez já tenha experimentado esse modelo de negócios. Descubra como ele está mudando a forma de pensar em muitos aspectos importantes da vida dos brasileiros e entenda a importância para o seu bolso.

economia compartilhada é desafio no Brasil

Gerar lucro com bem compartilhado ainda não é prática comum no Brasil. Foto: iStock, Getty Images

Economia compartilhada ganha força

Samy Dana, professor da Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas (FGV), explica que a economia compartilhada é uma forma já bem antiga de trabalhar, embora tenha ganhado força na última década. “As cotas de hotéis, de carros, de casas na praia, que eram vendidas há mais de 20 anos, são um exemplo”, diz.

Basicamente, conforme Dana, esse modelo consiste em alugar ou compartilhar um bem que não se usa o tempo todo, visando algum lucro. “Profissionais autônomos que têm escritório, mas que não o utilizam 100% do tempo, podem compartilhar os serviços de secretária e o espaço físico”, ensina.

Outros exemplos desse sistema já podem ser vistos no Brasil, como o aluguel de bicicletas realizado em diversas cidades. O expoente mais recente é o aplicativo Uber, que agenda serviços de motoristas a preços mais acessíveis que o táxi convencional e que, recentemente, abriu um escritório em São Paulo. “Esse modelo de negócios está mudando a forma de pensar em serviços”, define Dana.

Aluguel de bicicletas é economia compartilhada

Aluguel de bicicletas é exemplo de economia compartilhada. Foto: André Moreira, Prefeitura de Aracaju/SE

O professor da FGV acredita que a maior adesão ao consumo colaborativo pode provocar mudanças nas grandes corporações, como a redução do preço do táxi ou a redução nas vendas de bicicletas. “É uma nova maneira de pensar o transporte. O consumidor pode ver benefícios em pagar menos por uma corrida, ou alugar uma bicicleta em um ponto e devolvê-la no outro, sem preocupação”, avalia.

Até mesmo os prestadores de serviço já estão inseridos no modelo de economia compartilhada. “No setor de tecnologia, já existem grupos de empresas que contratam programadores e dividem o pagamento do salário desses profissionais”, revela Dana.

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Desafios da economia compartilhada no Brasil

Embora seja muito eficaz, esse modelo de negócios ainda precisa de um tempo de maturação para crescer mais no Brasil, argumenta Dana. “É preciso, pelo menos, mais uma década para que o consumo colaborativo se torne mais abrangente”, avalia.

O especialista justifica que a aceitação de um sistema diferente está ligada à cultura do povo. “Não é tão simples fazer um negócio com alguém que você não conhece, compartilhar seu escritório com uma empresa que você não sabe se é correta”, exemplifica.

Na Europa, por sua vez, esse sistema já é consagrado, afirma Dana. “Berlim, Amsterdã, Londres, Madri e Barcelona são ícones do consumo compartilhado. Recentemente, até a BMW lançou um sistema de carros compartilhados”, finaliza.

 

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