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por Vivo Seu Dinheiro

Documentário alerta para danos sociais e ambientais da indústria da moda

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Não é de hoje que a indústria da moda causa polêmica por um legado nada glamouroso – e não estamos falando apenas de modelos que incentivam um comportamento anoréxico das meninas mundo afora. O debate em questão é sobre um sistema de trabalho prejudicial, que gera danos sociais e ambientais a uma parcela significativa da população.

Há alguns anos, uma marca mundialmente conhecida foi denunciada por utilizar mão de obra escrava na fabricação de suas roupas. Agora, o documentário The True Cost (O Custo Real, em tradução livre) vem alertar sobre o que está por trás das grandes liquidações e dos preços imbatíveis do chamado fast fashion.

Indústria da moda

Documentário aborda o fast fashion, relações de trabalho, prejuízos sociais e ambientais. Foto: Reprodução

Indústria da moda exposta em documentário

Por enquanto disponível apenas para assinantes do Netflix e na Apple Store, o filme relaciona diretamente as barganhas do mundo fashion (aquelas roupas bonitas com precinhos bem baixos) com problemas sociais e ambientais.

Em 1h32min de filme, o diretor Andrew Morgan investiga o alto preço que muitas comunidades pagam para que outras desfrutem da beleza de roupas que, logo, irão se tornar mais uma peça entre montanhas de lixo que causam danos ambientais.

Para explorar melhor essas consequências, Morgan investiga o funcionamento da cadeia de suprimentos de grandes marcas, em países subdesenvolvidos. Fábricas no Camboja e Bangladesh evidenciam as condições subumanas de trabalho.

Da mesma forma, ele relaciona o uso de pesticidas nos campos de algodão da Índia (sem as mínimas condições de proteção) com calamidades ambientais e de saúde. Há quem garanta que a indústria da moda faz coisas ainda piores – entre elas, remunerar colaboradores com menos de US$ 3 por dia.

Conforme artigo publicado no The New York Times em maio, em uma visita ao Havaí, é possível encontrar milhões de toneladas de roupas entupindo os aterros sanitários e destruindo a indústria local. “Isso nos faz perguntar o quão pior a vida dessas pessoas pode se tornar”, argumenta a autora do artigo, Jeannette Catsoulis.

Olhando por esse prisma, Jeannette avalia que, atualmente, há poucas soluções oferecidas para esse tipo de problema – que poderia estar por trás dos recordes de vendas da Black Friday. Afinal, alguém já se perguntou como é possível comprar produtos tão baratos? – questiona ela.

Assista no vídeo abaixo o trailer legendado do documentário:

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Outros documentários abordam o consumo

Outros filmes tornaram-se referência no que se refere às relações de consumo. O brasileiro Ilha das Flores, de 1989, continua sendo um dos expoentes, embora seja um dos mais antigos. Ele aborda a desigualdade social, mostrando pessoas que catam no lixo os rejeitos das classes mais abastadas, depois que até mesmo os porcos já encontraram o que lhe convinha.

Já os filmes Criança, a alma do negócio e Muito além do peso são da mesma diretora (Estela Renner) e retratam as relações do consumo no universo infantil. O primeiro aborda a ética e a responsabilidade na propaganda volta a esse público, enquanto o segundo debate a qualidade da alimentação infantil e a relação com os problemas de saúde.

Por sua vez, o italiano Surplus traz uma proposta mais universal, mostrando a sociedade de consumo em diversos países. Já Obsolescência Programada, que envolve cinco países, denuncia uma redução proposital do tempo de vida útil dos produtos.

 

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