Vivo
 
por Vivo Seu Dinheiro

Distância dos grandes centros eleva o custo de vida no Acre

A- A+

A localização geográfica ajuda explicar o custo de vida no Acre. Entraves de logística que dificultam a chegada de produtos acabam repassados aos preços, e quem paga a conta é o consumidor. Para quem mora no Estado, é fundamental conhecer os números da sua economia para preparar o bolso.

Ao considerar apenas a capital, Rio Branco, já é possível ter ideia de como morar no Acre pesa no bolso. Segundo o ranking estabelecido pelo site Custo de Vida, uma iniciativa que compara cidades brasileiras, a cidade acreana ocupa a 36ª posição entre aquelas de maior custo do país, ficando a frente de outras capitais, como Salvador-BA, Fortaleza-CE e Goiânia-GO.

A localização geográfica ajuda explicar o custo de vida no Acre.

No Acre, maior valor do combustível é incentivo para andar de ônibus. Foto: Marcos Vicentti, Asscom

Impactos no custo de vida no Acre

Embora o Acre seja um estado mais consumidor que exportador e esteja distante dos grandes centros abastecedores, para o presidente da Federação do Comércio do Estado do Acre (Fecomércio-AC), Leandro Domingos, o custo de vida não difere muito das demais localidades brasileiras.

Segundo ele, principal impacto nos preços se deve ao maior valor de frete, embora os incentivos fiscais existentes amenizem o peso no bolso do consumidor. “Nos municípios do interior, onde o acesso é difícil, o custo de vida tende a ser maior que na capital”, avalia.

Tal característica torna o custo de vida no Acre mais elevado, especialmente quando aliado ao baixo poder aquisitivo da população acreana e à alta taxa de desemprego – nos últimos 12 meses, foram fechados 2.222 postos de trabalho no estado, segundo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged).

Custo de vida no Acre: principais números

Uma das maneiras de medir o custo de vida de uma localidade é avaliar o valor da sua cesta básica alimentícia. No Acre, esse preço caiu 1,68% no comparativo entre os meses de agosto e setembro, segundo o levantamento feito pela pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan).

O preço da cesta de alimentos passou de R$ 242,55 para R$ 238,56. No entanto, apesar da queda, entre os 14 itens que compõem o benefício, nove apresentaram aumento nos preços. Os principais foram a banana e o leite, que ficaram 5,20% e 3,06% mais caros, respectivamente.

Por sua vez, os gastos com produtos de limpeza ficaram maiores – quase 2% a mais entre os meses pesquisados. Em agosto, o conjunto de nove itens podia ser adquirido por R$ 44,74 e, no mês seguinte, passou para R$ 45,62. Cera para assoalho, inseticida, sabão em barra e o desinfetante foram os mais pesados para o bolso do acreano.

A Seplan informa ainda que a diferença entre o total gasto nos dois meses foi de aproximadamente R$ 11,00. A estimativa foi feita junto a famílias compostas de dois adultos e três crianças.

Na análise de Domingos, os alimentos, de modo geral, têm sofrido constantes aumentos de preços e pesam no bolso do consumidor que não pode deixar de adquiri-los.

Segundo o especialista, os produtos que ainda podem ser considerados baratos, se comparados aos grandes centros, são calçados, confecções e também eletroeletrônicos, notadamente nas maiores lojas de varejo.

Você vai se interessar por:

No Acre, o combustível mais caro do Brasil

Outro ponto que pode elevar o custo de vida no Acre, especialmente para quem tem carro próprio e costume usá-lo com frequência, é o preço do combustível. Segundo o sistema de levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio do litro de gasolina no estado é de R$ 4,113.

Na pesquisa, referente ao período de 25 a 31 de outubro, o Acre é único dos estados brasileiros em que o preço médio ultrapassa a barreira dos R$ 4,00. Os valores mais altos nos preços máximo e mínimo também estão nos postos acreanos: R$ 4,550 e R$ 3,940, respectivamente.

 

E você? Como faz para lidar com o custo de vida no Acre? Deixe seu comentário.

Crise política brasileira em 2016
Saúde financeira para maiores de 50 anos
Eles sabem como controlar os gastos da viagem
Usando o poder da mente para ficar rico
Tentando controlar os gastos pessoais
Descobrindo que namorar gasta muito dinheiro