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por Vivo Seu Dinheiro

Dinheiro é uma das principais causas de briga de casal

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Se o amor une pessoas, o dinheiro, acredite, pode causar briga de casal e até mesmo separá-las. De acordo com um levantamento encomendado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz, 16,7% dos casais brasileiros costumam ter algum tipo de conflito em razão da forma como gastam o seu dinheiro. A pesquisa consultou 656 pessoas em todas as capitais brasileiras.

Mas, o problema não para por aí. Conforme outro estudo, realizado pela psicóloga e professora norte-americana Terri Orbuch, da Universidade de Michigan, o dinheiro – às vezes, a falta dele – é a principal causa de discussões e briga de casal. O trabalho foi desenvolvido ao longo de 25 anos, período em que a pesquisadora acompanhou 373 casais. No começo do trabalho, os pesquisados tinham idade entre 25 e 37 anos e estavam no primeiro ano de casamento. Ao longo do 25 anos, Terri coletou informações periodicamente. A conclusão: quase metade (49%) dos casais que se divorciaram admitiram ter brigado muito em razão de questões econômicas e, principalmente, de mentiras sobre os gastos.

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Planejar-se e conversar sobre futuros investimentos é importante na relação. Foto: iStock, by Getty Images

Briga de casal: como evitar

Confira a seguir algumas posturas a seguir para evitar a briga de casal por questões financeiras:

1) Tracem metas realistas

As metas de valores a serem economizados periodicamente não podem ser irreais. Por isso, devem ser  pensadas e medidas antes de assumidas. Isso evita que, posteriormente, caso os objetivos não sejam alcançados, uma parte tente jogar a culpa na outra, dando início a discussões. Nessa linha, devem ser estabelecidos limites de gastos para o casal e, claro, para cada uma das partes.

2) Sigam o planejado

Não adianta apenas ter boas ideias, traçar um bom planejamento financeiro e não cumpri-lo. Por isso, as duas partes devem seguir à risca tudo o que foi combinado. Se uma delas deixar de cumprir com as suas atribuições, o castelo começa a ruir.

3) Paguem as contas juntos

Não só o planejamento, mas os pagamentos devem ser feitos de forma conjunta. Recomenda-se que, pelo menos uma vez por mês, o casal sente-se para discutir, avaliar e planejar a vida financeira. O ideal é que os dois tenham, permanentemente, a exata noção da saúde econômica do casal, para evitar eventuais surpresas desagradáveis e fortalecer ainda mais os vínculos em caso de dificuldades. Além disso, duas cabeças pensam melhor do que uma, o que contribui para a escolha da melhor estratégia de gestão das contas da casa. Outra medida interessante é colocar contas em débito automático. Isso evita que, por alguma razão, um dos dois esqueça de pagar uma fatura, o que resultaria em multa, juros e, claro, possíveis discussões lá na frente.

4) Respeite as prioridades do parceiro

As pessoas não pensam da mesma forma. Por isso, é normal que, enquanto a mulher planeje juntar dinheiro para uma viagem dos sonhos, o homem queira comprar mais um aparelho de ar-condicionado para o próximo verão. Sempre que possível, a estratégia do casal deve procurar atender aos anseios de ambos. Mesmo que não seja possível atingir as duas metas em um mesmo ano, por exemplo, pode-se planejar as finanças para que os anseios de ambos sejam alcançados de forma escalonada – em um ano, a viagem, em outro, o ar-condicionado.

5) Coloque-se do outro lado

Repetidas discussões sobre o mesmo tema podem se tornar mais agressivas com o tempo, uma vez que nenhuma das partes tende a recuar em suas convicções. Ao colocar-se na posição do outro, tentando entender as motivações e a forma de pensar acerca de algum tema, pode-se ter outra visão e, em alguns casos, acabar por rever a própria posição – ou, no mínimo, entender melhor o pensamento do outro. Se for o caso, tenha humildade de admitir que estava errado.

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