Vivo
 
por Vivo Seu Dinheiro

Demissões superam novos empregos pelo sexto mês consecutivo

A- A+

O mês de setembro fechou com 95.602 vagas de trabalho a menos no país. No acumulado, já são seis meses em que o número de demissões supera a quantidade de novos empregos.

O resultado, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), representa o pior desempenho no mês desde 1992, quando iniciou a série histórica. Se considerados os últimos 12 meses, a quantidade de postos de trabalho a menos sobe para 1.238.628.

Brasil gera poucos novos empregos

Apenas oito estados tiveram saldo positivo entre contratações e demissões. Foto: Marcos Santos, USP Imagens

Escassez de novos empregos

Com a diminuição no número de empregos formais, recuou também a quantidade de trabalhadores com carteira assinada. Se, em setembro do ano passado, o total era de 41,78 milhões de pessoas nessa classificação, no mesmo período de 2015, caiu para 41,09 milhões.

A maior retração aconteceu no Sudeste, com 88.204 vagas a menos. Na sequência, aparecem o Sul, com saldo negativo de 21.088, o Centro-Oeste, com 8.958 e o Norte, com 3.470.

No topo da lista de fechamento de vagas, aparecem os estados de São Paulo (45.869) e Minas Gerais (32.423). Apenas no Nordeste o total de novos empregos superou as demissões, com a criação de 26.118 vagas a mais.

Já na análise por setores, é a área de serviços que lidera a taxa de desemprego no mês de setembro: são 33.535 postos de trabalho a menos. Na sequência, aparecem a construção civil e o comércio, com 28.221 e 17.253 vagas a menos, respectivamente.

Onde tem emprego

Apesar da crise econômica e do cenário desfavorável, nem todos os estados registraram perda de vagas em setembro. Segundo o Caged, entre as 27 unidades da federação, houve aumento no nível de emprego em oito.

Na relação, que indica quem gerou mais vagas do que cortou, há sete estados da região Nordeste e um da região Norte. Confira:

– Pernambuco

– Alagoas

– Rio Grande do Norte

– Sergipe

– Paraíba

– Roraima

– Piauí

– Maranhão.

Líder positivo do ranking, Pernambuco teve saldo de 15.248 novos empregos. O Caged é o cadastro oficial do governo. Ele registra, mensalmente, as demissões e contratações realizadas com carteira assinada no país.

Você vai se interessar por:

Rede de contatos ajuda profissional a impulsionar a sua carreira

4 dicas para ser efetivado no trabalho temporário de final de ano

Veja as 6 principais perguntas e respostas de entrevista de emprego

Novos empregos no fim de ano

Para aqueles que esperam o fim de ano como uma chance de conseguir novas opções de emprego, vale pensar em um plano alternativo. De acordo com pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o cenário não deve melhorar nos próximos meses.

Nove em cada dez (88%) empresários entrevistados afirmaram que não contrataram e nem pretendem contratar novos funcionários para o fim de ano. Apenas 7% disseram que ainda pensam em aumentar o quadro de empregados da empresa.

Segundo estimativa do SPC Brasil e da CNDL, o número de vagas temporárias criadas no fim de ano deve ser inferior a 25 mil.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o motivo é o cenário econômico, que tem deixado os empresários com um pé atrás. “O empresariado imagina que os resultados do Natal, a principal data comemorativa em número de vendas e faturamento, serão ruins, o que os impede de investir em infraestrutura e, principalmente, desestimula a contratação de mão de obra”, afirma.

 

Está em busca de oportunidades de novos empregos? Deixe seu comentário.

Pokémon Go
como lucrar vendendo artesanato
como lucrar vendendo cosméticos
como abrir uma academia de ginástica
como abrir uma pizzaria
como montar uma drograria