Vivo
 
por Vivo Seu Dinheiro

Custo de vida em Florianópolis é influenciado pelo turismo

A- A+

Conhecida por suas belezas naturais, Santa Catarina recebe milhões de turistas a cada temporada de veraneio. Para a próxima, a estimativa da Secretaria de Turismo local é ter 8 milhões de visitantes nas praias do Estado. Não é à toa que o setor exerce grande influência no custo de vida em Florianópolis, sendo a capital destino de grande parte desse contingente.

Mas você sabe por que isso acontece? Para entender melhor e saber como lidar com a alta dos preços, confira a seguir a explicação do economista José Álvaro de Lima Cardoso, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de Santa Catarina.

O custo de vida em Florianópolis recebe grande influência do turismo.

Com presença constante de turistas na cidade, preços tendem a se manter elevados. Foto: iStock, Getty Images

Turismo eleva custo de vida em Florianópolis

De acordo com dados da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina, o estado recebeu 6,5 milhões de turistas entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015. Desse total, cerca de 40% teve como destino Florianópolis.

Apesar da tão divulgada crise, os restaurantes e hotéis de Florianópolis continuam lotados, o que possibilita uma elevação de preços, sancionada pela demanda que, em parte, é garantida pelo afluxo de turistas”, contextualiza Cardoso.

Além disso, destaca ainda o economista, existem outras duas tendências locais que ajudam a pressionar o aumento de preços em áreas como a alimentação, imóveis e serviços em geral, elevando o custo de vida em Florianópolis.

Em primeiro lugar, a presença de novos moradores de alta renda que, depois de aposentados, buscam nas praias da capital catarinense mais qualidade de vida. Em segundo, o alto número de servidores públicos, com salários estáveis e que tendem a ser mais altos que no setor privado.

Segundo levantamento divulgado pelo site colaborativo Expatistan no ano passado, que avalia o custo de vida em duas mil cidades de todo o mundo, Florianópolis é a nona cidade mais cara do país para se viver.

Já no ranking estabelecido pelo site Custo de Vida, uma iniciativa que compara cidades brasileiras a partir de relatos de usuários, a capital catarinense ocupa a 16ª posição entre aquelas de maior custo do país.

Apesar do expressivo custo de vida em Florianópolis, a cidade não é a mais cara nem mesmo no próprio estado, ficando atrás da também litorânea Balneário Camboriú, que aparece em sexto no ranking da Expatistan e em 12º no site Custo de Vida.

O peso da cesta básica em Florianópolis

Já de acordo com o levantamento do Dieese relacionado ao preço da cesta básica, Florianópolis tem ocupado as primeiras posições. Em setembro, por exemplo, a cidade ficou em terceiro lugar no ranking nacional, com um custo de R$ 383,10.

A capital de Santa Catarina também foi a responsável por registrar a maior alta do país no último mês, com um aumento de 2,77% nos preços.

Ainda assim, Cardoso lembra que a inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 10,1%, segundo cálculos da Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG), da Universidade de Santa Catarina (Udesc). Ou seja, número alinhado com os resultados nacionais.

Você vai se interessar por:

Serviços de utilidade pública puxam alta

Assim como tem acontecido em todo o Brasil, boa parte dos aumentos registrados em Florianópolis tem ligação com o setor de serviços de utilidade pública, como água e luz.

Com a seca histórica que atingiu diversos estados do país, as termoelétricas foram acionadas e tornaram a energia mais cara. Para uma inflação média de 10% nos últimos 12 meses, o economista destaca que o aumento na conta de luz chegou a quase o dobro: 19,98%.

 

E você? Como avalia o custo de vida em Florianópolis? Deixe seu comentário.

queda do dólar
viagens econômicas pelo Brasil
por que as coisas são tão caras no Brasil
preço do dólar turismo
aplicativos para economizar no supermercado
melhores destinos no sul do brasil