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por Vivo Seu Dinheiro

Crise no Brasil: como a queda da economia afeta o mercado de trabalho

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Desde o início deste ano, o noticiário econômico vem sendo tomado por informações não muito animadoras. E o mercado de trabalho não passa imune ao cenário de crise no Brasil: a taxa de desemprego ficou em 6,2% em março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior índice de desocupação desde maio de 2011 e havia quase dois anos que a faixa não passava de 6%.

Para o economista Alfredo Meneghetti Neto, da Fundação de Economia e Estatística (FEE) e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), uma das variáveis que traduz os efeitos da crise no mercado de trabalho é a produção industrial, que teve um crescimento tímido nos últimos anos, se comparada ao varejo.

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Mercado de trabalho não passa imune ao cenário de crise. Foto: iStock, by Getty Images

“O comércio varejista recebeu o impacto de benefícios sociais, como Bolsa Família e o próprio seguro desemprego, o governo também fomentou políticas de redução de impostos para estimular o consumo. Porém, na outra ponta, a indústria não conseguiu dar conta da demanda e passou a importar muitos produtos para saciar essa sede do consumidor”, explica Meneghetti.

Indústria e construção civil são mais afetadas pela crise no Brasil

Segundo o economista, que também presta consultorias no ramo industrial, cada vez mais empresas brasileiras têm importado produtos, principalmente da China, e apenas mudam o selo no mercado nacional. Com isso, não estão gerando emprego, pelo contrário.

Um indicador que ilustra a baixa atividade da indústria é a redução do consumo de energia elétrica no país, que foi de 0,9% em março deste ano, em comparação a março de 2014, conforme a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A queda no setor industrial foi mais acentuada: 3,2%.

Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), também referentes a março, mostram que o emprego na indústria de transformação foi fortemente afetado pela crise no Brasil: 14,6 mil vagas foram fechadas. O setor da construção civil foi o mais impactado, com 18,2 mil postos de trabalho a menos em relação ao mês anterior.

Momento é de investir na empregabilidade

Como o cenário que se desenha para 2015 é de crescimento negativo e as perspectivas de recuperação da crise no Brasil são baixas para 2016, o economista Giácomo Balbinotto, professor de economia do trabalho na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aconselha quem está no mercado de trabalho a investir na formação e evitar financiamentos de longo prazo.

“Quem está no mercado de trabalho precisa se dedicar a conservar o emprego e aumentar a empregabilidade instantânea ou futura. É o momento de aprender uma nova língua ou uma nova habilidade para aumentar seu valor na empresa ou conseguir uma oportunidade”, destaca o professor.

O boletim Focus do banco Central, que ouviu cerca de 100 analistas sobre o cenário econômico brasileiro, apontou para um crescimento de -1% na economia do país em 2015.

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