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por Vivo Seu Dinheiro

Criar uma empresa a partir de um hobby é um negócio arriscado?

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Por que há tantas pessoas que nunca foram atrás do seu sonho e se mantêm em empregos que não gostam? E por que muitos futuros empreendedores procuram primeiro ideias com boa perspectiva de retorno financeiro, e não pelo que gostam de fazer? Essas duas perguntas nos levam a uma terceira: será que fazer do hobby uma empresa é um negócio arriscado?

O questionamento pode soar estranho, afinal, não parece haver nada de errado quando uma pessoa concilia o que mais gosta de fazer com a liberdade de poder tomar todas as decisões.

Mas é talvez justamente nesses dois grandes benefícios de empreender a partir do hobby que mora o perigo, e a empreitada se torna um negócio arriscado.

Homem em negócio arriscado

Risco de empreender com o hobby é não atentar aos demais aspectos da gestão. Foto: iStock, Getty Images

Quando o hobby pode ser um negócio arriscado?

Na realidade, não se pode dizer que transformar o hobby em empresa tenha mais riscos do que empreender em outra área. Possivelmente, há mais fatores positivos do que negativos, e o principal é que o gosto que a pessoa tem pela atividade trará muito mais motivação para fazer um serviço de qualidade.

No entanto, quando a atividade em questão é muito prazerosa, pode haver uma empolgação excessiva, e os riscos inerentes a qualquer empreendimento não são calculados como deveriam.

O fundamental é entender que, para ter sucesso na gestão de uma empresa, é necessário muito mais do que conhecimento e gosto pela área de atuação.

Outra situação muito comum é gostar tanto do que faz a ponto de ter dificuldade para precificar e cobrar pelo seu trabalho – afinal, está fazendo aquilo, antes de tudo, por gosto.

Como transformar o hobby em empresa

E você? Não é afeito a um negócio arriscado, mas está a fim de empreender e pensa que unir esse desejo ao hobby é a melhor solução? Nesse caso, há uma ótima maneira conduzir o projeto com segurança: empreendendo em meio período.

A ideia é muito simples: não peça demissão do seu emprego, pois assim você continua conseguindo pagar todas as suas contas, e dedique-se ao desenvolvimento do negócio nas horas livres.

Se o tempo que sobra é pouco, foque nos finais de semana ou tente reduzir a carga horária na sua empresa. Caso você comece a sentir que não vai dar certo, na pior das hipóteses, terá perdido o seu tempo e os poucos recursos financeiros que porventura investiu. Eis o risco.

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Estudar é preciso

Uma boa maneira de começar é se educando. Faça cursos, presenciais ou online, sobre gestão, administração de empresas, finanças corporativas e marketing, entre outros. O suporte do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) poderá ser de grande ajuda.

A partir daí, você já terá mais conhecimento para planejar a empresa. Comece a trabalhar no seu plano de negócios, um documento detalhado que explica qual é o produto ou serviço a ser desenvolvido, investimento necessário, mercado, público-alvo, estratégias de comunicação e mais.

Depois, organize-se em um cronograma de atividades, para serem feitas no seu tempo livre. É possível desenvolver a empresa da mesma maneira que em turno integral, com a diferença de que vai demorar mais tempo.

Quando você achar que o projeto já está com uma maturidade interessante, é só dar o passo seguinte: pedir demissão e se dedicar a ele completamente.

 

Você também tem uma boa dica sobre o assunto? Então deixe seu comentário.

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