Vivo
 
por Vivo Seu Dinheiro

Crematofobia: entenda o que leva ao medo de dinheiro

A- A+

Quando os medos tomam proporções tão grandes que atrapalham a vida das pessoas, eles recebem o nome de fobias. A crematofobia, ou crometofobia, é o medo do dinheiro.

Pouco comum, essa dificuldade se manifesta quando as pessoas não conseguem lidar com quantias econômicas, não apenas com cédulas ou moedas, mas com a ideia do dinheiro em si.

Homem sofrendo com crematofobia.

Fobia pode complicar realização de qualquer projeto ou atividade do paciente. Foto: iStock, Getty Images

Entenda a crematofobia

Não confunda com o medo de tocar em notas ou moedas. A crematofobia é um pavor exagerado, quase uma aversão ao dinheiro.

Cremato é uma expressão que vem do grego “khrema” e que significa dinheiro. Fobia é um medo persistente, irracional e está ligado aos transtornos de ansiedade, tendo a particularidade de só se manifestar em algumas situações específicas.

A união das duas expressões forma essa denominação incomum, mas real. Segundo a psicóloga financeira Patricia Rezende, as fobias geralmente surgem na infância ou depois da entrada na vida adulta, relacionadas a alguma situação. E a crematofobia costuma estar ligada a determinado período da vida do paciente.

O medo do dinheiro surgiria, então, a partir do momento em que ele se vê obrigado a lidar com esse tipo de situação, conforme a definição de Patricia. Quando a vida financeira fica sob a responsabilidade do indivíduo, ele pode passar por situações ou sentir algumas incapacidades que despertem essa ansiedade e o pânico.

O que leva à crematofobia

Segundo Patricia, são diversos os fatores que podem desencadear a crematofobia. Se a pessoa tem algum tipo de fantasia a respeito do assunto, como crenças e valores negativos sobre o dinheiro, ela pode acabar desenvolvendo o problema. Acreditar que o dinheiro é perigoso, traz riscos e preocupações pode ser uma dessas fantasias, geralmente infundadas.

Outro exemplo dado pela psicóloga é o despreparo para organizar o próprio dinheiro. Quando a pessoa não teve nenhum tipo de educação financeira antes de assumir o controle das próprias economias, pode acabar vendo-se em uma situação de desespero, por não saber por onde começar.

Situações estressantes que envolvam dinheiro e a família ou pessoas próximas também podem dar início a um caso de crematofobia. Muitos fóbicos passaram por episódios que envolveram corrupção financeira ou roubo de dinheiro, com alguém da família, e acabaram associando as quantias financeiras a problemas.

Como é o tratamento da fobia

Além de gerar um intenso sofrimento para quem tem esse problema, a crematofobia pode desequilibrar profundamente a vida financeira da pessoa.

Patricia ressalta que essas pessoas tendem a administrar incorretamente os seus recursos econômicos. Com medo até de ir ao supermercado, acabam gastando de maneira não planejada.

Além disso, como sentem medo de lidar com qualquer tipo de movimentação ou quantia financeira, podem perder a preocupação com os salários que ganham e acabam tendo rendimentos muito escassos ao final do mês. Isso pode complicar a realização de qualquer projeto ou atividade na vida de quem sofre com essa questão.

Para a psicóloga financeira, o tratamento correto passa pela psicanálise. A técnica, criada por Sigmund Freud, busca interpretar os significados inconscientes que estão por trás de palavras, ações ou imaginações expressas por um indivíduo. Esse tipo de abordagem, quando feita por um profissional especializado, pode agir diretamente na anulação das associações que causam a fobia.

Você vai se interessar por:

Esse artigo fez você lembrar de alguém? Compartilhe!

vale a pena economizar
vale a pena pegar empréstimo
emprestimo urgente para negativado
erros financeiros comuns
como aprender com erros de finanças
vale a pena comprar no crediario