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por Vivo Seu Dinheiro

Consumo excessivo não é brincadeira, mas um distúrbio psicológico

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Ir em busca de ofertas e comprar um produto que tanto deseja pelo menor preço e melhores condições sempre desperta boas sensações. Mas há limites: o consumo excessivo pode ocorrer sem que você perceba, justamente mascarado pelo bem-estar que a compra parece proporcionar. É aí que reside o perigo, pois estamos falando não de uma brincadeira, mas de um distúrbio psicológico.

Problemas com consumo excessivo

Compras por impulso e desnecessárias são uma marca do consumo excessivo. Foto: iStock, Getty Images

O que marca o consumo excessivo

O hábito de comprar em demasia é configurado como uma patologia psicológica, com o nome de oneomania e atinge uma parcela considerável da população. Nos Estados Unidos, pesquisas apontam que 5% dos norte-americanos enfrentam esse problema. No Brasil, não há estudos conclusivos, mas acredita-se que o percentual seja semelhante.

Segundo levantamento do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo, cerca de 80% das pessoas que buscam tratamento para compras compulsivas são do sexo feminino, mais suscetíveis ao apelo para compras.

No Ambulatório do Jogo Patológico e Outros Transtornos do Impulso (AMJO), um departamento do Instituto de Psiquiatria do HC, pacientes com hábitos de consumo excessivo demonstram dificuldade de resistir à vontade de comprar, muitas vezes comprando sem necessidade.

Por conta disso, é comum gastarem mais do que ganham, estourando o orçamento doméstico e se envolvendo em dívidas de cartão de crédito e cheque especial.

Impactos do consumo excessivo

Na cabeça do comprador compulsivo, outras distúrbios também alimentam a oneomania, como os pensamentos constantes sobre compras e a vontade de entrar em lojas mesmo quando não há nenhuma necessidade de adquirir qualquer produto.

Para essas pessoas, inclusive, o ato de comprar pode funcionar como um alívio para outras frustrações do cotidiano, dando um novo ânimo para a sua autoestima.

O problema é que, em sequência ao ato da compra, vêm as dívidas e muitos compradores compulsivos acabam conhecendo a ansiedade e depressão.

As más atitudes de consumo excessivo também cobram o preço de familiares e amigos, já que o doente cria o hábito de pedir dinheiro emprestado ou até mesmo aplicar golpes para desafogar as finanças e pagar suas dívidas.

Para o compulsivo, contudo, diferente de outros consumidores, saldar os débitos serve apenas para liberar crédito para novas compras, segundo destaca o AMJO.

Quando buscar ajuda

Nem todo inadimplente é vítima do consumo excessivo, embora a maioria dos compradores compulsivos enfrente problemas com dívidas, pois geralmente perdem o controle de suas finanças devido ao impulso por novas compras. Alguns gastam até cinco vezes o valor de sua renda mensal.

É por isso que um planejamento financeiro nem sempre se mostra suficiente para sair do saldo vermelho, pois, sozinho, o doente não consegue segui-lo. Para quem sofre com a oneomania, também se faz necessário o tratamento psicológico.

Se não é o seu caso e você não faz compras por impulso – só não consegue honrar seus compromissos financeiros – ainda assim é preciso mudar hábitos. Em 2015, a Serasa lançou um guia online de Orientação ao Cidadão, cartilha para ajudar inadimplentes a controlar seus gastos e pagar dívidas.

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