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por Vivo Seu Dinheiro

Componentes biodegradáveis podem ajudar a reduzir lixo eletrônico

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Com a quantidade assustadora de lixo eletrônico que é descartada no mundo, só mesmo o avanço da tecnologia poderá reduzir os efeitos danosos ao meio ambiente. De acordo com a ONU, cada ser humano dispensa, em média, 7 quilos desse material anualmente.

O grande problema é a forma como é feito esse descarte. Os equipamentos eletrônicos liberam produtos perigosos como chumbo, lítio, zinco, mercúrio e cobre. Se queimados, poluem o ar. Se empilhados, contaminam o solo e o lençol freático.

Novidades para reduzir o lixo eletrônico

Em maio deste ano, o site Business Insider noticiou a invenção de um chip biodegradável, criado por um grupo de cientistas da Universidade de Wisconsin. Trata-se de um semicondutor à base de celulose nanofibrilar, totalmente biodegradável.

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Cada ser humano dispensa 7 quilos de lixo eletrônico anualmente. Foto: iStock, by Getty Images

Sim, é a mesma celulose utilizada na fabricação do papel, porém extraída com um processo diferenciado, que retira todas as impurezas e separa as fibras em um material, também chamado de “cristais de celulose” ou “nanocelulose”. Esse material conduz eletricidade e, além de biodegradável, é bem mais barato que os semicondutores tradicionais.

Aliás, os cristais de celulose já foram descobertos pela indústria do plástico há mais tempo. Em 2012, a indústria japonesa Pioneer anunciou que sua próxima geração de telas flexíveis seria com esse material. Além de produzir uma tecnologia limpa, a nanocelulose é oito vezes mais forte que o aço inoxidável.

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O detalhe é que pode demorar um pouco para que os produtos com tecnologia limpa cheguem ao mercado. Vale a pena esperar? Do ponto de vista da economia, sim. O preço compensará a espera, além da redução significativa de lixo eletrônico. Enquanto os semicondutores atuais custam caríssimo, a nanocelulose pode ser extraída até mesmo de restos, como galhos, caules e até serragem.

Como reduzir o lixo eletrônico

Se você se preocupa com o meio ambiente, algumas atitudes simples podem ajudar a reduzir o lixo eletrônico. Além de fazer o descarte correto, você também pode prolongar a vida útil de seus equipamentos com alguns cuidados, além de fazer economia, pois demorará mais tempo para substitui-los.

1 – Consumo consciente

Antes de comprar um computador, televisão, smartphone ou tablet, é importante avaliar por quanto tempo deverá utilizar esse bem. Na velocidade em que a tecnologia está evoluindo, é preciso ter cuidado para não comprar um produto que logo será substituído.

2 – Descarte correto

Há tipos de lixo eletrônico, como pilhas e baterias, que podem ser descartados em supermercados e shoppings. Mas dispositivos maiores, como televisores ou computadores, exigem locais específicos. Moradores de São Paulo podem doar computadores antigos no Museu de Informática e Tecnologia da Informação (Miti) ou no Museu do Computador.

3 – Atenção ao celular

Aparelhos como os smartphones têm uma infinidade de componentes extremamente nocivos ao meio ambiente. Quando não tiver mais como usá-lo, uma alternativa fácil é doar para empresas de assistência técnica, que reutilizam as peças. Alguns fabricantes de celular já aceitam modelos antigos de volta.

4 – Cuidados com os aparelhos

Manter seus equipamentos longe do sol, da umidade e da poeira prolonga a vida útil, gerando menos lixo eletrônico. Ao guardar os fios, é melhor enrolá-los em forma de círculo, e não ao redor dos aparelhos. Isso evita que os fios quebrem.

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