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por Vivo Seu Dinheiro

Conheça transtornos psicológicos associados ao dinheiro

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Você já deve ter ouvido falar que tudo que é em excesso faz mal. Provavelmente, enquanto comia diversas porções de alguma coisa. Mas não é só na parte alimentar que o que é demais pode ser negativo. A sua relação com o dinheiro, se não for bem controlada, pode desencadear transtornos e doenças psicológicas muito profundas.

A origem dos transtornos financeiros

A psicóloga Tatiana Filomensky, coordenadora do Tratamento a Compradores Compulsivos do Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas de São Paulo, diz que as doenças relacionadas ao dinheiro são muito recentes. “A gente encontra algumas razões pautadas em questões sociais muito novas, como o incentivo social ao consumo, a liberdade do cartão de crédito e uma questão de status nunca antes vivida”, explica a psicóloga.

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Os transtornos psicológicos causados pelo dinheiro podem ser percebidos facilmente. Foto: iStock, Getty Images

Para a especialista, os principais transtornos envolvem a compulsão por compras. “A gente costuma falar dos avarentos, aqueles que não querem gastar por nada. Mas não há nenhuma doença que caracterize essa economia excessiva. O que acontece é que eles passam a se privar, deixar de experienciar”, relata Tatiana.

Segundo ela, não se pode dizer que é uma doença. Eles apenas deixam de se relacionar, de aproveitar os momentos, porque tudo que pode estar ligado, de alguma forma, aos gastos financeiros, eles evitam. Isso pode acabar evoluindo para outros tipos de transtornos, como a depressão e a bipolaridade, mas em função do estresse e da privação.

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Por outro lado, o consumo compulsivo é, conforme Tatiana, um dos principais transtornos da atualidade. “A compulsão é uma dificuldade que a pessoa tem em frear o impulso. Não importa o que ela está comprando, o importante é que ela esteja consumindo alguma coisa. E esse ato e o que está por trás dele é o que caracterizam a doença. O compulsivo sequer racionaliza os itens que compra”, afirma a psicóloga.

Como tratar esses transtornos

Tatiana diz que o comportamento da pessoa que desenvolve os transtornos compulsivos pode ser percebido facilmente. “A pessoa assume uma postura excessiva. Quando ela está impedida de comprar, por estar sem dinheiro ou com dificuldades financeiras decorrentes da própria doença, começa a desenvolver um quadro de angústia, ansiedade, irritabilidade”, conta.

Ela indica que é importante acionar uma alerta quando perceber que o volume de compra está muito elevado. “Não o volume em quantidade, mas na frequência com que ela compra”, explana a psicóloga, que diz ainda: “Comprar é prazeroso para todo mundo, mas para o compulsivo o prazer dura pouco e ele começa a comprar cada vez mais. É nisso que as pessoas próximas precisam prestar atenção”.

Quem desenvolve esses transtornos compulsivos acaba comprando para si, para os filhos, marido ou esposa, amigos e todo mundo que estiver por perto. Mas também tende a mentir. Segundo Tatiana Filomensky, essas pessoas passam a fazer compras sozinhas para não serem reprovadas e até mesmo para esconderem os gastos do resto da família.

Para ela, essas doenças estão centradas em uma questão de identidades. Podem vir acompanhadas de uma depressão, mas geralmente são decorrentes de uma necessidade de aparentar no exterior aquilo que as pessoas querem que as outras vejam e imaginem sobre o seu interior. E é aí que mora o grande perigo. Preencher vazios existenciais com itens materiais pode ser um gatilho negativo.

Sobre o tratamento, Tatiana explica que precisa ser uma ação conjunta. “É preciso buscar um psiquiatra, para tentar encontrar uma relação depressiva ou ansiosa nesses casos. Um psicólogo para ter alguém com quem conversar e descobrir o que dispara essa compulsão. E um educador financeiro para restabelecer o orçamento após a onda compulsiva”, afirma a especialista.

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