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por Vivo Seu Dinheiro

Conheça os prós e contras do Certificado de Operações Estruturadas

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Quem gosta de diversificar seus investimentos e tem alguma experiência no mercado financeiro enxerga no Certificado de Operações Estruturadas (COE) uma excelente oportunidade para aumentar os rendimentos. O COE foi criado pela Lei 12.249/2010, mas regulamentado em 2013 e colocado em prática em 2014.

Trata-se da versão brasileira das tradicionais notas estruturadas americanas. O seu grande diferencial é a possibilidade de investir em operações de renda fixa e variável na mesma modalidade de investimento. Ou seja, em um mesmo papel, há diversas possibilidades de aplicação.

Investidores avaliam o Certificado de Operações Estruturadas

Apostar no COE é recomendado apenas para os investidores mais experientes. Foto: iStock, Getty Images

O que é o Certificado de Operações Estruturadas

O Certificado de Operações Estruturadas é um investimento flexível. Os seus rendimentos podem ser atrelados a vários índices (como câmbio, juros, inflação e ações nacionais ou internacionais) e são estruturados de acordo com o perfil de cada investidor.

dois modelos de COE:

  • Valor Nominal Protegido: o investidor tem garantia sobre o valor principal investido.
  • Valor Nominal em Risco: há a possibilidade de perder dinheiro, até o limite do capital investido.

Na prática, o COE é a oportunidade de investir em operações mais complexas e ter acesso a novos mercados. Por isso, não é recomendado para quem não entende muito bem como funciona o mercado financeiro.

Vantagens do COE

Confia os principais pontos positivos de investir no Certificado de Operações Estruturadas:

Unificar os investimentos

Um dos clássicos conselhos a investidores iniciantes é a recomendação de “não colocar todos os ovos na mesma cesta”. O COE permite apostar em várias possibilidades em um único papel, o que significa, também, uma tributação única. Essa simplicidade operacional é uma grande vantagem.

Proteção

Quando você investe no modo Valor Nominal Protegido – a maioria das aplicações -, você não tem risco de perder o dinheiro investido. O prejuízo será apenas o do “custo de oportunidade”, ou seja, a chance perdida de ter apostado em outro investimento.

Flexibilidade

É possível configurar inúmeras regras de remuneração. O rendimento pode ser atrelado ao câmbio, bolsa de valores e commodities negociadas com o mercado internacional, apenas para citar alguns exemplos. Mesmo um investimento atrelado a apenas um índice pode ter diversos cenários previstos.

Desvantagens do COE

Agora, vamos expor a outra parte, os pontos contrários ao Certificado de Operações Estruturadas:

Risco

Se você apostar na modalidade que envolve o risco de prejuízo, poderá perder todo o dinheiro investido. Aí, vale a mesma regra de outros tipos de investimento: quanto maior é a possibilidade de retorno financeiro, maior o risco da aplicação.

Complexidade

Por ser um investimento mais complexo que os mais tradicionais, aplicar no COE é indicado apenas para quem sabe o que faz. Sem conhecer bem o potencial dos mercados em que se está apostando, o risco aumenta.

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Apesar de já existirem bancos que permitam um investimento mínimo de R$ 15 mil, outros só aceitam aplicações no COE de mais de R$ 50 mil. Portanto, é uma modalidade destinada a um grupo mais seleto de investidores.

Análise de crédito

Como o banco não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), ele precisa submeter o investidor a uma cautelosa análise de perfil. É, assim, um processo menos ágil do que aqueles que têm a proteção do FGC.

 

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