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por Vivo Seu Dinheiro

Comportamento de consumo tende a crescer apesar da crise, aponta relatório

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Um dos principais reflexos da crise econômica brasileira pode ser medido através do comportamento de consumo da sua população. Nesse sentido, os números falam por si.

Em setembro, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apresentou a décima primeira retração consecutiva e atingiu, mais uma vez, a menor pontuação da série histórica, iniciada em janeiro de 2010: 69,8 pontos.

Na comparação mensal, houve queda de 0,3%. Se comparado com o mesmo período de 2014, a retração foi ainda mais expressiva e atingiu 36,2%.

O índice, apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo, atribui de 0 a 200 pontos e avalia a satisfação em relação às condições de consumo.

Comportamento de consumo no supermercado

Nos supermercados, a tendência aponta para escolhas alimentares mais saudáveis. Foto: Shutterstock

Tendências no comportamento de consumo

Apesar dos números negativos de momento, algumas categorias podem fazer com que o comportamento de consumo dos brasileiros volte a crescer nos próximos anos. É o que aponta o relatório Estilos de vida do Consumidor Brasileiro, lançado pela Mintel.

De acordo com o estudo, os gastos dos consumidores devem crescer 37% entre 2014 e 2019, passando de R$ 3,29 trilhões para R$ 4,50 trilhões. Entre os segmentos que têm um prognóstico mais positivo, estão beleza e cuidado pessoal e produtos para a limpeza da casa.

Para a analista sênior de Pesquisa de Consumo da Mintel, Renata Moura, esses dois setores terão boas projeções de crescimento, embora em uma escala menor em função da crise, pois o consumidor tende a usar o cuidado pessoal e residencial como válvula de escape para os problemas.

A saída para não gastar mais do que o orçamento permite, segundo a especialista, é optar por produtos mais simples e básicos.

Outros segmentos que devem se destacar nos próximos anos incluem os alimentos e as bebidas. No ramo alimentício, a previsão é que o mercado atinja R$ 388,5 bilhões em 2019, crescendo R$ 110 bilhões em cinco anos. Já os setores de bebidas alcoólicas e não alcoólicas devem crescer, respectivamente, 37% e 26% no período.

Alimentos e bebidas: tendências de consumo para 2016

Alimentos e bebidas também foram objeto de outro estudo da Mintel, intitulado Global Food & Drink Trends 2016, que apontou as principais tendências no comportamento de consumo nos dois segmentos.

A pesquisa foi dividida em 12 categorias de tendência e, em cada uma delas, é mostrado o seu estágio de implementação pelo mundo: estabilizada, ganhando força e emergindo. Confira algumas delas.

Alternativa em toda parte

Hambúrgueres vegetarianos e leites sem lactose deixaram de ser exclusividade de quem tem preocupações dietéticas. O crescente número de fontes que substituem proteínas e minerais de alimentos tradicionais faz com que elas deixem de ser alternativa e passem a figurar como forte tendência no comportamento de consumo.

Revolução do comércio digital

Sites de compras on-line, aplicativos e serviços de entrega estão transformando o acesso dos consumidores a promoções, ofertas de lanches e até refeições completas.

Enquanto a internet ainda não mudou totalmente o panorama das compras alimentícias, inovações tecnológicas incentivam cada vez mais os clientes a optarem pelo online em detrimento dos estabelecimento físico.

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Mesa para um

Entre os grupos etários, mais consumidores estão vivendo sozinhos ou optando por comer refeições individuais. Isso acaba com aquele estigma que as pessoas não gostam de ir à mesa e jantarem sozinhas.

Comer com os olhos

O sabor sempre foi o centro quando o assunto é inovação alimentícia. No entanto, o visual também passou a ser um fator determinante. A tendência é que as marcas explorem, no próximo ano, embalagens com novos formatos e cores mais vibrantes.

 

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