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por Vivo Seu Dinheiro

Como o processo de impeachment pode afetar suas finanças

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Você liga a televisão e um assunto predomina. Vai para a internet, acessa portais de notícias, navega pelas redes sociais, e não se fala em outra coisa. Não é por acaso, afinal, há mais de 20 anos o Brasil não vivenciava um processo de impeachment que pode culminar na retirada da presidente da República, Dilma Rousseff.

Além dos impactos no cenário político brasileiro, bastante comentados no momento, há implicações aguardadas para o campo financeiro – e elas podem afetar o seu bolso de forma positiva ou negativa. Diante dessa perspectiva, é importante se informar e adotar medidas preventivas, preservando seu patrimônio e não perdendo dinheiro.

Brasil inicia processo de impeachment

Com o cenário de instabilidade, poupança tem rendimento real negativo e deve ser evitada. Foto: Shutterstock

O que temer com o processo de impeachment

Autorizada em 2 de dezembro pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, a abertura do processo de impeachment deu início a uma tramitação que promete ser longa. Nesta terça, dia 8, uma Comissão Especial deve ser oficialmente estabelecida no Legislativo. Relatório produzido por ela após cinco sessões será votado em Plenário e, se aprovado, segue para o Senado, onde a presidente pode ser destituída do cargo.

O professor de Finanças Corporativas e Comportamentais do Doutorado em Ciências Contábeis da Unisinos-RS, Roberto Décourt, acredita em mudanças da economia caso a saída de Dilma se concretize.

Segundo ele, num primeiro momento, o impacto tende a ser positivo. “Deve surgir uma onda de otimismo, o que levaria a uma queda do dólar e alta da Bolsa de Valores”, projeta.

Entretanto, ele sustenta que, com ou sem Dilma no governo, dificilmente a economia apresentará uma melhora antes de 2017. “O ano de 2016 já irá nascer perdido e o desemprego deve continuar crescendo e atingir os dois dígitos”, estima, acrescentando que o tempo de duração do processo de impeachment influencia na piora do índice.

Por outro lado, Décourt acredita que a crise política possa ficar fragilizada na hipótese de um novo governo. “Com esse enfraquecimento, o Brasil poderia realizar as reformas macroeconômicas, pavimentando o caminho para redução das taxas de juros, inflação e desemprego”, justifica.

Dilma responde a processo de impeachment

Dilma pode ser a segunda presidente da história destituída por impeachment. Foto: Marcelo Camargo, ABr

Cesta básica

Os preços no supermercado, um dos temas que mais tem preocupado os brasileiros no momento, devem seguir elevados durante o processo de impeachment, avalia o especialista. “A inflação continuará em alta em 2016 e, com isso, o preço da cesta básica permanece em tendência de alta. A previsão de redução é somente para 2017”, acrescenta.

Investimentos

Se você está em dúvida quanto aos seus investimentos atuais, aí vai um conselho de especialista: “Com a inflação acima dos 10%, a tradicional caderneta de poupança tem rendimento real negativo e deve ser evitada. A alternativa mais segura e com boa rentabilidade são os títulos públicos, que podem ser adquiridos através do Tesouro Direto”, explica Décourt.

Conforme o professor, é possível investir em valores abaixo de R$ 500 e ter rendimentos acima de 14% ao ano. Quem tiver condições de investir um pouco mais, pode optar pelas Letras de Crédito Agrícola (LCA), que têm benefício fiscal, sendo isentas de Imposto de Renda sobre os rendimentos.

Por outro lado, caso o investidor tenha uma reserva financeira que possa utilizar em uma aplicação de maior risco, há oportunidades de compra de ações – que podem ter um excelente desempenho, principalmente em caso de impeachment.

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Juros

Na visão do especialista, a tendência é de manutenção dos juros em 2016 – o que pode ser alterado com uma mudança de governo. Caso ocorra o impeachment, avalia, a redução das taxas pode ocorrer de forma antecipada, diminuindo os juros de toda a cadeia de crédito.

Já o crédito rotativo do cartão, que apresenta as maiores taxas do mercado, deve seguir a mesma trajetória, independentemente de quem estiver no poder, opina Décourt. “Por isso, nunca devemos optar pelo não pagamento total da fatura”, ensina.

Se não tiver condições de fazer o pagamento total, a dica é buscar alternativa de financiamento com juros menores e fazer ajustes na própria casa”, esclarece, ressaltando o risco de fazer o pagamento mínimo.

 

E você? O que espera do processo de impechment no campo financeiro? Comente!

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