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por Vivo Seu Dinheiro

Como funciona o investimento em títulos públicos?

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Investir em títulos públicos é considerada a maneira mais segura para aplicar seu dinheiro. As razões são várias. Eles são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional e são um tipo de investimento mais conservador, pois seu risco é pequeno e sua volatilidade baixa.

“Os títulos públicos são instrumentos financeiros emitidos pelo governo com o objetivo de captar recursos para financiamentos de diversas atividades: saúde, educação, tecnologia e infraestrutura”, explica o economista da Fundação Getúlio Vargas, Samy Dava, e coautor do livro Em Busca do Tesouro Direto, em que apresenta um guia para se investir em títulos públicos.

Segundo Dava, os títulos públicos são ativos de renda fixa que podem ser negociados a curto, médio e longo prazo. “Eles podem ser ainda prefixados (mais rentáveis em caso de queda dos juros), pós-fixados (mais rentáveis em caso de alta dos juros)”, detalha.

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Adquirir títulos públicos significa emprestar dinheiro ao governo. Foto: iStock, by Getty Images

No caso de títulos prefixados, a taxa rentabilidade é determinada no momento da própria compra deles. Os pós-fixados têm valor corrigido por um indexador definido, como a Selic ou IPCA”, exemplifica.

Tipos de títulos públicos

A escolha dos títulos públicos para serem investidos devem seguir o perfil do investidor e o objetivo do investimento, levando em consideração o valor a ser aplicado, prazo, taxa de juros e riscos.

Os tipos são os mais diversos, cada um apresentando características próprias quanto ao indexador e ao momento do pagamento dos juros e amortizações.

Letras Financeiras do Tesouro (LFT): elas têm retorno pós-fixado vinculado à taxa Selic. O pagamento dos juros e do principal ocorre no vencimento;

Letras do Tesouro Nacional (LNT): elas têm retorno prefixado. O pagamento dos juros e do principal também ocorre no vencimento;

Notas do Tesouro Nacional (NTN): são dividas em três tipos (NTN-B Principal, NTN-B e NTN-F).

A NTN-B Principal e NTN-B são remuneradas de acordo com a variação do IPCA, além dos juros praticados pelo mercado no momento da compra do título. O que muda em cada uma delas é o pagamento dos juros e principal: na NTN-B Principal ambos são pagos no vencimento do título; no caso da NTN-B, o pagamento dos juros é semestral e do principal na data do vencimento.

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No caso da NTN-F, o retorno é prefixado, e o pagamento de juros acontece semestralmente, enquanto o do principal no vencimento do título.

Riscos e vantagens dos títulos públicos

Adquirir títulos públicos significa emprestar dinheiro ao governo, daí a segurança do investimento. “Por ser uma “empresa” com grande geração de caixa, o risco de se emprestar ao governo é bem menor do que a empresas privadas ou instituições bancárias”, avalia Samy Dava. Eles podem ser adquiridos por qualquer cidadão por meio de uma plataforma online (o Tesouro Direto), o que torna a operação ainda mais fácil.

“A compra dos títulos públicos é indicada, no entanto, para investidores mais conservadores. Mas é preciso ter cuidado”, recomenda Dava. “Como os títulos podem ser resgatados a qualquer momento, eles podem geram prejuízos caso sejam vendidos antes do vencimento. Isso acontece quando a rentabilidade é mais baixa do que a estipulada para o vencimento”, alerta.

Outras vantagens apontadas pelo economista em relação aos títulos públicos são: taxas de rentabilidade vantajosas e baixas taxas administrativas.

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