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por Vivo Seu Dinheiro

Como fazer cachaça: guia prático para montar um negócio

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Poucas bebidas são tão brasileiras quanto a cachaça. Também chamada de pinga e aguardente, a caninha é utilizada no preparo de diferentes drinks, mas também pode ser consumida pura, a fim de abrir o apetite. Está pensando em investir no ramo? Veja como fazer cachaça e descubra se há espaço no mercado.

Como fazer cachaça artesanal

“O processo de produção da cachaça artesanal envolve uma série de detalhes, desde a escolha do tipo de cana, passando pela colheita, tempo de moagem ingredientes, tempo de fermentação, formas de destilação e envelhecimento”, aponta Evandro Weber, diretor da gaúcha Weber Haus, uma cachaçaria que vende para mais de dez países.

Como fazer cachaça

A cachaça pode ser utilizada na elaboração de vários drinques. Foto: iStock, Getty Images

Para facilitar o entendimento, dividimos o processo em quatro etapas. Confira:

1. Preparação e moagem

Depois de cortada, a cana madura, fresca e limpa deve ser moída num prazo máximo de 36 horas. As moendas separam o caldo do bagaço, que será usado para aquecer as fornalhas do alambique. O caldo da cana é decantado e filtrado para, em seguida, ser preparado com a adição de nutrientes e levado às dornas de fermentação.

2. Fermentação

Como cada tipo de cana apresenta teor de açúcar variado, é preciso padronizar o caldo para depois adicionar substâncias nutritivas que mantenham a qualidade do fermento. A cachaça artesanal não permite o uso de aditivos químicos, então a água potável, o fubá de milho e o farelo de arroz são os ingredientes que se associam ao caldo da cana para transformá-lo em vinho com graduação alcoólica, através da ação das leveduras (agentes fermentadores naturais que estão no ar).

A sala de fermentação precisa ser arejada e mantida sob temperatura ambiente de 25°. As dornas, onde a mistura fica por cerca de 24 horas, podem ser de madeira, aço inox, plástico ou cimento.

3. Destilação

O vinho de cana produzido pela levedura durante a fermentação contém muitos componentes nocivos à saúde, como aldeídos, ácidos, bagaços e bactérias, mas possui baixa concentração alcoólica. Como a concentração fixada por lei é de 38 a 54 GL, é preciso destilar o vinho para elevar o teor de álcool.

Para isso, deve-se ferver o vinho em um alambique de cobre, produzindo vapores que são condensados por resfriamento, o que dá origem a uma grande quantidade de álcool etílico. Os primeiros 10% de líquido que saem da bica do alambique (cabeça) e os últimos 10% (cauda) devem ser separados, eliminados ou reciclados, pois há alta presença de toxinas.

4. Envelhecimento

Última etapa da elaboração da cachaça artesanal, o envelhecimento contribui para aprimorar o sabor e o aroma das bebidas. Preferencialmente, a estocagem é feita em barris de madeira. Para quem deseja conservar a cor e o sabor, a dica é escolher madeiras neutras, como o jequitibá e o amendoim, que não alteram a cor da cachaça.

Agora, se você quiser adicionar um tom amarelado à bebida e alterar o sabor e o aroma, as principais opções são o carvalho, a umburana, o cedro e o bálsamo. Cada uma dá um toque especial, deixando a cachaça mais ou menos suave, adocicada e/ou perfumada, dependendo também do tempo de envelhecimento.

Análise de viabilidade é fundamental

Agora que você já sabe como fazer cachaça, é hora de entender o cenário econômico. “Cada vez mais, a cachaça vem ganhando espaço nos mercados nacional e internacional por ser um produto de qualidade”, exalta Weber.

Ele garante que sempre há espaço para produtos de qualidade. “Hoje existem cerca de 4 mil alambiques espalhados pelo país. Esse mercado gera 600 mil empregos diretos e indiretos. A cachaça é um dos destilados mais consumidos no mundo”, afirma.

Para se posicionar no mercado e cativar consumidores, a dica é associar a imagem da cachaça ao Brasil. O desenvolvimento da marca é o principal aliado nesse momento, como pontua Weber: “A marca, o rótulo e a embalagem devem trazer o conceito da diferenciação dessa bebida tipicamente brasileira, considerada a bebida símbolo de nosso país”.

Mas também é preciso estar preparado para enfrentar os desafios do negócio. De acordo com o diretor da Weber Haus, o principal empecilho do ramo é estabelecer um preço competitivo, em virtude dos impostos cobrados na cadeia de comercialização.

Nessa hora, talvez seja útil recorrer a uma consultoria empresarial, a fim de reduzir a margem de erros. Assim, você consegue apoio de especialistas para analisar o mercado, a rentabilidade e a viabilidade do negócio.

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