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por Vivo Seu Dinheiro

Como calcular o seu índice de endividamento pessoal

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Alguns bens materiais importantes, como casa, carro e eletrodomésticos, só são acessíveis à parte da população por meio do crediário. O problema é quando as parcelas não são bem administradas e o índice de endividamento é muito alto, comprometendo uma significativa parte da renda com amortização e juros.

Por isso, quando não é possível comprar à vista, convém procurar sempre as melhores condições e acompanhar mensalmente o índice de endividamento, para que ele nunca ultrapasse o limite do administrável.

Casal calcula seu índice de endividamento

Dívidas mal administradas podem levar a uma bola de neve de juros difícil de pagar. Foto: iStock, Getty Images

Como calcular o índice de endividamento?

Você pode fazer essa conta de várias maneiras, dependendo do que está querendo avaliar. O mais comum é calcular quanto da renda líquida é destinada ao pagamento das parcelas de dívidas. Para isso, é muito fácil. Veja os três passos da conta:

1. Calcule a sua renda

Basta pegar o salário líquido (descontado INSS e IR) e acrescentar o 13º proporcional (multiplicar o salário por 13 e dividir por 12).

2. Some suas dívidas

Ponha no papel as parcelas de compromissos financeiros que são pagas mensalmente. Financiamento de imóvel ou carro? Empréstimo consignado? Some as parcelas de cada um.

3. Calcule o índice

Divida o total das parcelas pela renda líquida e multiplique o resultado por 100. Esse será o percentual da renda mensal dedicada ao pagamento das dívidas.

Confira um exemplo:

Se a sua renda líquida mensal é R$ 2.200,00, e precisa pagar R$ 150 de uma televisão, R$ 230 de uma moto e R$ 280 de um empréstimo a cada mês, o cálculo é 660 (soma das parcelas) dividido por 2.200. O resultado, 0,3, é multiplicado por 100, o que dá um índice de endividamento de 30% da renda.

Nesse caso, a luz amarela começa a piscar. Se o índice ultrapassar um pouco esse percentual, estará alto demais, mas ainda administrável.

Quando começa a se aproximar aos 40%, pode acender a luz vermelha. Assim, sobraria pouco dinheiro para as demais obrigações do mês e, sobretudo, para alguma emergência. Caso surja alguma despesa imprevista, você precisaria abdicar de uma parcela, dando início à bola de neve de juros.

Entenda o endividamento efetivo

Outra maneira de calcular o índice de endividamento é relacionando o total das dívidas com a o salário. Se uma pessoa compra bens caros demais para a sua renda, estará pagando muitos juros.

Mesmo que as parcelas sejam quitadas sempre em dia e correspondam a uma porcentagem baixa do salário, o problema é que o investimento poderá não ter sido muito inteligente. Isso porque, se o total da dívida é alto em relação à renda mensal, o número de parcelas será grande, o que implica em mais juros pagos até o final da compra.

Faça o cálculo:

Para calcular esse índice, some o total da dívida e divida pelo salário. Por exemplo, se a dívida de uma pessoa totaliza R$ 18.000,00 e seu salário líquido é de R$ 3.000,00, o resultado será 6, ou seja, o total da dívida é seis vezes a renda.

Quando o bem em questão é um imóvel, investimento para toda a vida, o sacrifício se justifica, mas em outros casos, é um índice alto. Recomenda-se que ele esteja abaixo de 5, mas o ideal mesmo é que não ultrapasse 2.

Se nenhum dos dois índices está acima do recomendado mas, mesmo assim, você não consegue guardar parte da sua renda mensal, é porque você está gastando demais em outras coisas. Nesse caso, coloque no papel todos os gastos do mês, sejam fixos ou variáveis, e avalie o que pode ser cortado.

 

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