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por Vivo Seu Dinheiro

Com menos crédito no mercado, momento exige cautela

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O momento financeiro do país exige cuidados por parte do consumidor. Em março, os juros cobrados pelos bancos nas operações com pessoas físicas, excluindo as modalidades de crédito imobiliário e rural, subiram pelo terceiro mês seguido, segundo o Banco Central. Conforme divulgado no fim de abril, a taxa média cobrada pelos bancos nestas operações registrou aumento de 0,1 ponto percentual no terceiro mês de 2015, atingindo 54,4% ao ano (contra 54,3% ao ano em fevereiro). Este foi o maior patamar observado em um período de quatro anos, desde março de 2011, no início da série histórica.

A crise vivida pelo país registra impactos relevantes nos bancos públicos, com menos crédito oferecido à população. Neste ano, as principais instituições financeiras nacionais – a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil – anunciaram restrições para o financiamento de imóveis, aumentando as taxas de juros e diminuindo o teto para financiamento.

Menos-credito

Juros cobrados pelos bancos nas operações com pessoas físicas tem subido. Foto: iStock, by Getty Images

No mercado, o resultado de todos esses fenômenos é um clima de incerteza, que já se manifesta na própria postura do consumidor, hoje mais cauteloso na hora de buscar empréstimo do que nos recentes momentos de bonança econômica. Segundo dados divulgados pela Boa Vista do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), o consumidor vem buscando menos crédito, e a demanda vem desacelerando desde meados do segundo semestre de 2014. Em março de 2015, a busca de financiamentos caiu 2,4% na comparação com fevereiro. No longo prazo, a variação acumulada em 12 meses atingiu queda de 9,4%.

Menos crédito, mais juros, maiores riscos

Para o consumidor que precisa buscar crédito, as conseqüências do atual quadro são arriscadas. Por isso, recomenda-se toda a cautela no momento em que for necessário contratar empréstimos pessoais ou financiamentos.

Mas, se não restar opção a não ser a busca de dinheiro no banco, antes de assinar o contrato é essencial fazer uma ampla pesquisa de taxas em diversas instituições. Apesar da comodidade e das facilidades oferecidas pelo banco com o qual o consumidor já tem um longo relacionamento, nem sempre as taxas de juros serão menores do que as oferecidas por outra instituição bancária. E isso deve ser levado em conta na tomada de decisão.

Nesta linha de raciocínio, o cheque especial não deve ser visto como alternativa imediata, nem em um cenário de menos crédito ofertado. Justamente por estar disponível a qualquer hora, sem necessidade de análise de crédito, a modalidade tem juros muito mais altos que os do empréstimo pessoal. Em resumo, o cheque especial só deve ser usado por períodos pequenos, para a solução de problemas imediatos, mas nunca durante todos os 30 dias do mês.

Para quem precisa de quantias significativas, uma boa alternativa é o crédito consignado. Com taxas menores do que o crédito pessoal comum, esta modalidade tem como vantagem para o banco – e desvantagem para o cliente – o fato de as parcelas serem descontadas diretamente na folha de pagamento. Sendo assim, o consumidor precisa estar ciente de que, durante o período de quitação das parcelas, uma parte de seu salário não cairá em sua conta – será debitada automaticamente pelo banco.

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