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por Vivo Seu Dinheiro

Cálculo de absenteísmo: guia prático para não errar

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Um atraso lá, um atestado ali, um imprevisto aqui… No fim do mês, você percebe que a sucessão de faltas e de minutos não trabalhados impactou a produção da empresa. Ao detalhar o percentual exato de horas perdidas mensalmente, o cálculo de absenteísmo permite estudar os motivos para as ausências e aprimorar a gestão da companhia.

A informação é relevante principalmente para empresas com escala de produção, em que cada minuto de trabalho influencia no montante fabricado. Apesar do nome esquisito, o cálculo é simples, desde que haja um bom controle sobre a rotina dos funcionários. Veja como descobrir o percentual de absenteísmo com um passo a passo simplificado.

Cálculo de absenteísmo

Calcular o absenteísmo é importante para empresas com rotina de produção. Foto: iStock, Getty Images

Como calcular o absenteísmo

Montamos um guia para você não errar o cálculo de absenteísmo:

1. O primeiro passo é implementar um sistema de ponto eletrônico, caso você ainda não possua. Esse controle facilita o cálculo, já que a maioria dos softwares permite identificar os atrasos com apenas alguns cliques.

2. Com a ajuda do ponto eletrônico, some o total de horas e minutos não trabalhados pelos funcionários, incluindo faltas justificadas com atestado médico. As férias não entram na relação, porque, quando um empregado sai, outro precisa substituí-lo. A ideia é descobrir o tempo que efetivamente deveria ter sido trabalhado, mas foi desperdiçado.

3. Some o total de horas mensais que os funcionários devem trabalhar, considerando o número de colaboradores, a quantidade de horas trabalhadas por dia e o total de dias trabalhados por mês.

4. Com os dados em mãos, já é possível fazer o cálculo de absenteísmo. Divida o total de horas não trabalhadas (item 3) pelo total de horas que deveriam ter sido trabalhadas (item 4). Em seguida, multiplique o valor por 100 para chegar ao percentual.

Na prática

Para não deixar nenhuma dúvida, vamos simular o cálculo com um exemplo hipotético. Acompanhe:

– A empresa A possui 100 funcionários, que trabalham oito horas por dia durante 20 dias por mês

– Ao longo de um mês, cada um dos funcionários somou duas horas não trabalhadas por algum motivo

– Cinco funcionários faltaram ao trabalho por um dia.

Com esses dados, o cálculo é o seguinte:

– 100 funcionários trabalhando oito horas diárias durante 20 dias somam 16 mil horas que deveriam ter sido trabalhadas ao mês

– 100 funcionários que faltaram duas horas cada totalizam 200 horas não trabalhadas

– 5 funcionários que não trabalharam por um dia totalizam 40 horas não trabalhadas

– Somando tudo, temos 240 horas. Ou seja, das 16 mil horas de trabalho do mês, 240 foram desperdiçadas

Dividindo 240 por 16 mil e multiplicando por cem, chegamos ao índice de absenteísmo de 1,5%. Em outras palavras: 1,5% do total de horas que deveriam ter sido trabalhadas foram jogadas no lixo.

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Cálculo de absenteísmo permite aprimorar a gestão

Com esse índice em mãos, você pode estudar os motivos das ausências e trabalhar para reduzir o percentual. Por exemplo: se a maior parte do tempo foi perdida com atrasos, talvez valha a pena estabelecer punições mais rígidas e conversar individualmente com os funcionários.

Se, por outro lado, você perceber faltas frequentes por motivos fracos, será preciso descobrir se a explicação está na imaturidade profissional, na falta de comprometimento ou na baixa motivação.

Para finalizar, vale lembrar que o cálculo de absenteísmo é um instrumento que permite aos gestores justificar a queda na produção da equipe. Agora, se esse índice não for significativo, caberá às lideranças assumir a responsabilidade pelo baixo rendimento.

 

Você também tem uma dica para fazer o cálculo de absenteísmo? Comente!

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