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por Vivo Seu Dinheiro

Bolso não fica imune ao reajuste no preço da gasolina

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Desde o último dia de setembro, os brasileiros sentem no bolso os impactos do reajuste no preço da gasolina. Seguindo anúncio da Petrobras, o combustível sofreu aumento de 6%. Houve ainda elevação de 4% no valor cobrado pelo óleo diesel.

Em meio à crise econômica pela qual o país passa, é importante prever mais esse gasto para evitar apertos. Também é indicado monitorar os valores em sua região. Como os revendedores de combustíveis trabalham com o princípio de livre concorrência, a variação pode ser significativa.

É o que aponta o levantamento de preços realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) entre os dias 27 de setembro de 3 de outubro (antes e após o reajuste). O estudo identificou que o preço médio cobrado pelo litro da gasolina no Brasil é de R$ 3,287. Nos extremos, estão os valores de R$ 2,799 (mínimo) e R$ 4,150 (máximo).

Reajuste no preço da gasolina no Brasil

Aumento no custo do combustível deve ser incluído na previsão orçamentária mensal. Foto: Arquivo, ABr

Por que aumentou?

Segundo nota divulgada pela Petrobras, a medida de recomposição de preços é apontada como uma estratégia da companhia para recuperar sua situação financeira e permitir que possa manter os investimentos previstos.

Ainda de acordo com o texto, o reajuste no preço da gasolina e também do diesel não inclui os tributos federais, como a Cide e PIS/Cofins, além do imposto estadual ICMS, cuja alíquota varia entre as unidades da federação.

Reajuste no preço da gasolina afeta o bolso

O reajuste pela Petrobras chegou às bombas dos postos de combustível quase que simultaneamente ao anúncio, o que gerou reclamações de consumidores.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Gouveia, nos primeiros dias após o aumento, ainda seria possível pagar mais barato, a depender dos estoques dos estabelecimentos.

No entanto, Gouveia citou postos paulistas para destacar exemplos de onde o reajuste no preço da gasolina foi logo percebido pelo consumidor, em alta que chegou a R$ 0,20 o litro.

Na capital paulista, o preço médio subiu de R$ 3,103 para R$ 3,133 em relação à semana anterior ao reajuste. Apesar de representar uma mudança pequena na média, o valor máximo estabelecido por alguns postos se aproximou dos R$ 4,00, conforme levantamento da ANP.

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Formação de preço de venda do combustível

Para entender o impacto real do reajuste da gasolina, é preciso entender a formação do preço de venda do combustível.

De acordo com a Petrobras, o preço final médio é composto por valor de realização (32%), ICMS (28%), distribuição e revenda (17%), custo do etanol anidro (12%) e os impostos da União – PIS/Pasep e Cofins (11%).

Em alguns estados, a alíquota do ICMS é maior e, com isso, mais da metade do valor final do combustível é composta por tributos. O período da coleta desses dados é referente a 20 a 26 de setembro de 2015, portanto, sem o valor do reajuste. Ele impacta na porcentagem do chamado valor de realização, que no caso da gasolina passa para 38% e do etanol 36%.

Ao entender que a cadeia de formação do preço de venda do combustível é composta por diversos atores, fica fácil perceber que qualquer alteração em pelo menos uma delas terá reflexos, para mais ou para menos, no valor final que você paga para abastecer seu veículo.

 

E para você: como o reajuste no preço da gasolina afeta o bolso? Comente!

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