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por Vivo Seu Dinheiro

Aposentadoria: quanto antes pensar nela, melhor será o futuro

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Quem não sonha em pendurar as chuteiras e viver a etapa final da vida com sombra e água fresca? Para se tornar um aposentado independente financeiramente, contudo, é necessário ter disciplina. E quanto antes se iniciar o planejamento do futuro, mais tranquila será a aposentadoria. Se você é jovem e está dando os primeiros passos em uma carreira que tende a ser promissora, saiba que este é o momento certo para pensar no assunto.

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É desde a juventude que aposentadoria deve ser planejada para maior tranquilidade. Foto: iStock, Getty Images

Para o professor Evaldo Alves, da Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), esse é o caminho ideal para conquistar um bom complemento de renda quando aposentado.

“Vai precisar muita disciplina para poder separar uma verba para aplicação em mecanismos de aposentadoria privada, pois o Brasil tem uma peculiaridade: o brasileiro não se prepara na questão previdenciária. Ele só se preocupa com isso após certa idade”, alerta. “Se você poupou, vai ter uma boa aposentadoria. Não adianta pensar só no momento em que percebe que o ânimo já não é mais o mesmo”, completa.

Nelson Chalfun Homsy, professor do Instituto de Economia (IE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também defende a lógica de quanto mais cedo pensar na aposentadoria, melhor.

“Se você tem 18 anos e começa a poupar com vistas a investir em si próprio (isto é, na sua educação), é provável que você consiga uma melhor remuneração ao longo da sua vida e continue poupando até o ponto que seu salário dê para você dedicar uma parte para a formação de uma poupança financeira ou imobiliária”, diz.

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Motivos para planejar a aposentadoria

A cultura brasileira de deixar para pensar na aposentadoria só mais tarde custa caro. Segundo o professor Alfredo Meneghetti, da Faculdade de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), de três aposentados, dois estão de volta ao mercado de trabalho por não terem construído conhecimento sobre o futuro através de finanças pessoais.

Em outras palavras, apenas o benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é insuficiente para garantir o padrão de vida desejado. Não é o que você deseja para o seu futuro, certo?

“O cidadão tem que construir uma carteira de artigos. Tem uma regrinha: 30% de renda fixa (CDB e poupança), 30% em títulos do tesouro e outros 30% no mercado acionário, aproveitando o bom momento, e deixando 10% para conta corrente, moedas estrangeiras. Tem que construir ativos para se proteger no futuro”, ensina Meneghetti.

A regra, que muitas vezes parece feita apenas para quem ganha um valor mensal substancial, vale para qualquer cidadão que pretende um dia contar com um bom rendimento quando aposentado. “Se ele guardar R$ 1 por dia, ao longo de 10 anos terá mais de R$ 9 mil. Ele faz o dinheiro trabalhar para ele”, explica Meneghetti.

Aposentadoria: o que esperar do futuro

Segundo os especialistas, ainda não é costume entre os jovens planejar esse momento importante da vida. O resultado? Muitos brasileiros ainda contam apenas com a aposentadoria que recebem do governo. A

mudança demográfica pela qual passa o Brasil – e diversos outros países do mundo – com aumento da expectativa de vida, aumento da idade média e redução do ritmo de entrada de jovens no mercado de trabalho pressionam o sistema público de seguridade social.

Conforme Jair Abreu, professor de Economia da Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, a aposentadoria governamental possui uma estrutura enorme e problemas de ordem financeira. Isso ocorre porque a quantidade de pessoas que já atingiram e vão atingir em breve a situação de aposentados é cada vez maior.

Ao mesmo tempo, o do volume de pessoas que iniciam e permanecem contribuindo com o INSS (como assalariados ou autônomos) cresce em um ritmo insuficiente para suportar as políticas atualmente adotadas.

“Os técnicos do governo estudam formas mais adequadas para resolver a situação, mas, pela complexidade, levará um tempo para se atingir um melhor desempenho nessa área”, explica. Esse é um dos motivos por que é comum encontrar notícias sobre a situação das contas do INSS.

Abreu enxerga um cenário difícil, já que o controle dos fatores que influenciam os cálculos que suportam as aposentadorias é cada vez mais complexo e suscetível às decisões governamentais, que variam muito em função da situação política vigente. Há mudanças em leis e em regras da aposentadoria pública que podem afetar os contribuintes de hoje na hora da aposentadoria. Essas incertezas só aumentam a importância de se poupar e planejar as finanças para o futuro.

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