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por Vivo Seu Dinheiro

Alocação de ativos reduz o risco de perder dinheiro ao investir

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Se você é um investidor do mercado de ações, ou está decidido a se tornar um, já deve ter notado que esse tipo de investimento oscila nas 24 horas do dia. Para lidar melhor com esse sobe e desce de ações ou do valor de moedas estrangeiras, a alocação de ativos pode ser uma alternativa para proteger seus negócios.

O que é alocação de ativos?

Recorrer à alocação de ativos é diversificar sua carteira de investimentos. Trata-se de uma estratégia com foco no aprimoramento da relação entre risco e rentabilidade. A tática compreende dosar o quanto é aplicado em cada ativo, de forma a ampliar a segurança do investidor.

Mulher aposta na alocação de ativos

Com estratégia adequada, investidor amplia as suas chances de obter bons ganhos. Foto: iStock, Getty Images

Não há como negar que o trabalho de gerenciar a carteira é maior e talvez até demande a necessidade de ajuda profissional. Por outro lado, ao alocar ativos, o foco está no longo prazo e não é preciso alterar os investimentos a todo momento, como em razão de uma oscilação passageira do mercado.

Com isso, até mesmo a tensão motivada pela aplicação financeira diminui e há menos estresse se a Bolsa de Valores despencar incríveis 10% em um só dia. Ao distribuir seus ativos de forma inteligente, uma queda passageira no índice acaba amenizada com o retorno obtido em outros investimentos.

Mas a principal vantagem da alocação de ativos está mesmo na diminuição do risco, uma preocupação comum a todos os tipos de investimentos. Uma carteira diversificada oferece menor chance de perder dinheiro do que a soma dos riscos individuais de cada ativo.

Como alocar ativos em 5 etapas

Em seu e-book Alocação de ativos, o autor Henrique Carvalho, do site www.hcinvestimentos.com, sugere cinco etapas para colocar em prática a estratégia:

1. Definir o percentual que irá investir em cada classe de ativos (renda fixa, ações, funções imobiliários, câmbio, etc.)

2. Definir quais ativos serão incluídos em cada classe

3. Definir o quanto será alocado em cada ativo específico

4. Utilizar os aportes mensais para equilibrar a carteira

5. Monitorar a carteira ao longo de um período preestabelecido.

Como equilibrar os investimentos

Antes de mais nada, não existe uma única receita de bolo para todos os investidores. O percentual a ser distribuído em cada tipo de aplicação dependerá muito do perfil, seja ele arrojado, moderado ou conversador (aquele que não quer correr riscos, buscando sempre a segurança em primeiro lugar).

1. Aplicações seguras

São investimentos que, como o nome indica, oferecem maior segurança. Exemplos são a poupança, os títulos públicos, os CDIs, os CDBs, a Previdência Privada, entre outros. Para o investidor moderado, o ideal é focar em torno de 30% dos seus recursos nessa direção. Para os arrojados, 25% é o ideal, enquanto para os conversadores, 60%.

2. Aplicações de risco moderado

Investimentos como fundos imobiliários e debêntures podem compor 55% da carteira do aplicador moderado, 20% das aplicações do arrojado e 30% do conversador.

3. Aplicações arriscadas

São os títulos de alta liquidez, que oscilam muito com com os altos e baixos do mercado financeiro, como os ETFs, Ishare, IPO, que geralmente são negociados acima do índice IBovespa. Os moderados podem investir 15%, os arrojados 55% e os conversadores, 10%.

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A alocação de ativos no Brasil

Em dissertação de Mestrado apresentada à Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, Martin Iglesias avaliou o comportamento do investidor brasileiro na alocação de ativos.

No estudo, ele identificou a pequena adesão ao mercado de ações no país, representando aproximadamente 6% dos investimentos por aqui realizados. O percentual é considerado baixo, especialmente quando comparado aos Estados Unidos, onde a distribuição se aproxima de 50-50.

Segundo concluiu Iglesias, a diferença entre as alocações em ações nos dois países pode ser explicada pelo desempenho de risco e retorno dos ativos. Um estímulo à aplicação poderia vir com a redução da taxa básica de juros, avalia ele.

 

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