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por Vivo Seu Dinheiro

Alimentos mais caros elevam o custo de vida em Porto Velho

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A distância para os principais centros é um dos principais fatores que impactam no custo de vida em Porto Velho. Alimentação, combustíveis e eletricidade são alguns dos setores que mais sofrem com a alta de preços, impulsionada pelas despesas extras de transporte e logística.

Não por acaso, viver na capital de Rondônia tem pesado no bolso. Conforme ranking do site Custo de Vida, uma iniciativa que traça comparativos a partir do relato de usuários, Porto Velho é a 37ª cidade mais cara para para se morar. Ao considerar apenas as capitais, ela fica na 10ª colocação, a segunda em custo de vida na Região Norte, atrás apenas de Rio Branco (AC).

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Aumento de 17,93% em doze meses nos combustíveis pesa no bolso. Foto: Medeiros, Prefeitura de Porto Velho

Impactos no custo de vida em Porto Velho

Segundo o economista Jonas Cardoso, professor da Universidade Federal de Rondônia, o custo de vida em Porto Velho se torna elevado em três áreas principais: alimentação, transportes e no consumo de energia elétrica. E a razão é de logística: a exemplo do que ocorre em estados vizinhos, a distância dos grandes centros impacta nos preços.

Cardoso explica que boa parte dos alimentos que abastecem os lares na capital rondoniense são produzidos em outras partes do país, como nas regiões Sul e Sudeste. Para chegarem ao consumidor em Porto Velho, há um longo caminho – que afeta o valor pago por eles.

“Há um aumento nos preços locais devido ao custo de transporte desses itens, o que acaba pesando no orçamento, principalmente das famílias de baixa renda”, analisa.

Embora a tarifa de ônibus seja menor do que na maioria das capitais (R$ 2,60), os combustíveis se candidatam ao posto de maior vilão do custo de vida em Porto Velho. O aumento nesse setor foi de 17,93% em doze meses. Segundo Cardoso, é um percentual muito acima dos índices de inflação medidos pelo IPCA.

Conforme o especialista, o aumento no custo do combustível fez crescer o preço do açúcar em 30,8% dentro do período de um ano. “Alguns alimentos, embora produzidos localmente, também sofrem pressões inflacionárias, como é o caso da carne bovina, que aumentou 17% em um ano, e o feijão, que ficou 73,7% mais caro pela baixa na safra de outras regiões do país”, diz.

O clima da região, aliado aos aumentos nas tarifas de energia elétrica, também fez crescer os gastos na capital de Rondônia. “Porto Velho, por ser uma região muito quente, utiliza ar condicionado como item essencial. Com o aumento, o portovelhense viu os preços subirem 51,7% em um ano, acarretando assim em uma queda em seu poder de compra”, analisa Cardoso.

Por outro lado, ele destaca que o momento é de redução no custo de vida em Porto Velho, em razão do crescimento econômico na capital, amparado em parte na conclusão das barragens das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Para o economista, isso aumenta a oferta de serviços e diminui os preços da construção civil, tornando as moradias mais baratas.

Como driblar o custo de vida em Porto Velho

Cardoso alerta que é preciso tomar cuidado com as oscilações econômicas que afetam o custo de vida em Porto Velho. Por vezes, mudar o estilo de vida e adequá-lo ao cenário, enquanto há instabilidade, se mostra a postura mais inteligente.

“Nós recomendamos planejamento do orçamento familiar, buscando equilíbrio entre a renda recebida e os gastos orçamentários”, destaca. “É necessário levar em conta no planejamento a formação de uma poupança, de forma que, em momentos de crise, possa abrir mão dessa reserva para manter o estilo de vida”, completa.

Segundo o economista, as compras por impulso podem acabar arruinando o orçamento familiar e precisam ser eliminadas da rotina.

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