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por Vivo Seu Dinheiro

Alerta para o comprador compulsivo: cuidado com a oniomania

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Há muitas pessoas que sentem prazer em comprar, que veem no hábito uma oportunidade de aliviar o estresse e relaxar. Até aí, não há nada demais. Mas quando se trata de um comprador compulsivo, que extrapola os limites, comprometendo valores muito acima da renda e até mesmo atrapalhando a vida de outras pessoas? Se esse é o seu caso, você pode ser descrito como uma vítima da oniomania.

Oniomania, o transtorno do comprador compulsivo

A pesquisadora Irani de Lima Argimon, docente da Faculdade de Psicologia da PUC-RS, esclarece que a oniomania é a incapacidade de resistir a um impulso. Ela está classificada no Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais na categoria “Transtornos do controle de impulsos não especificados”.

Mais que um simples ato do comprador compulsivo, o transtorno se apresenta como uma tendência para realizar algo potencialmente nocivo ao indivíduo ou a terceiros. “O ato de comprar compulsivamente pode se associar a complicações psicológicas, interpessoais, financeiras e, muitas vezes, legais”, sustenta a professora.

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O comprador compulsivo tende a criar desculpas para justificar compras. Foto: iStock, Getty Images

Quando é o limite?

Não é difícil identificar quando o comprador compulsivo já desenvolveu uma patologia. Contudo, são os amigos e familiares que costumam perceber, pois o doente dificilmente consegue identificar sozinho que perdeu o bom senso nas compras.

“As compras excessivas são um alerta, principalmente quando passam a representar um prejuízo financeiro ou emocional, influenciando no dia a dia de forma significante, prejudicando a rotina”, justifica Irani. “O comprador compulsivo não vê a situação como um problema”, destaca.

Atitudes do comprador compulsivo

Ok, saber quem é comprador compulsivo não é difícil. Mas há outras características que ajudam a identificar quando este hábito já se tornou patologia. Com o tempo, o doente começa a criar desculpas para justificar compras. Uma delas é dizer que pagou um valor bem menor que o real. Em outras oportunidades, esconde os objetos comprados da família. “Muitas vezes, esse indivíduo tem um sentimento de culpa, mas não consegue parar”, alerta Irani.

É preciso cautela, ligar o alertar, mas não entrar em desespero. A professora da PUC-RS esclarece que só é considerado doença quando a pessoa não consegue controlar o desejo de comprar e quando isso interfere muito na sua vida. “Acredita-se que exista algum déficit no neurotransmissor da serotonina, que tem como uma das funções proporcionar menor impulsividade”, explica.

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Como tratar a oniomania

A terapia cognitivo-comportamental é o tratamento mais indicado para a oniomania. Em alguns casos, o tratamento com medicamentos também é necessário.

Além disso, é possível traçar algumas estratégias como fazer lista de compras, ir direto nas prateleiras (em vez de ficar olhando tudo o que há no supermercado), frequentar grupos de autoajuda e até nomear um conselheiro financeiro.

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