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por Vivo Seu Dinheiro

Adote uma boa alimentação mesmo com a inflação em alta

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Quem disse que é impossível manter uma boa alimentação gastando pouco? Não é novidade que os itens com mais nutrientes estão entre os mais caros do mercado, mas isso não significa que a única alternativa é recorrer aos alimentos embutidos e industrializados.

Com um pouco de pesquisa e uma leve mudança de hábitos, é possível encontrar alimentos nutritivos e seguir uma dieta equilibrada sem atropelar o orçamento.

Homem investe na boa alimentação

Alimentos em período de safra são mais baratos e possuem menos agrotóxicos. Foto: iStock, Getty Images

Sim, a comida está mais cara

De acordo com dados do IBGE, a inflação acumulada nos últimos 12 meses atingiu 10,84% em fevereiro. Trata-se do maior índice desde novembro de 2003, quando a taxa chegou a 12,69%.

E a alimentação está entre as principais vilãs do aumento medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). O grupo de Alimentação e Bebidas, com variação de 1,92% e impacto de 0,49 ponto percentual, foi o maior responsável pelo crescimento.

Individualmente, destacam-se a cenoura, com alta de 24,26%, seguida pela cebola (14,16%) pelo tomate (14,11%) e pelo alho (13,08%). Com elevação de 8,66%, o preço das hortaliças também desafia quem deseja manter uma dieta saudável.

Boa alimentação associada a itens mais caros

O aumento dos preços, aliado à crise econômica, leva os brasileiros a mudarem os hábitos de consumo – para pior. É o que indica uma pesquisa divulgada em 2015 pela Netpoints, programa de fidelidade com foco no varejo. O levantamento descobriu que a crise estimulou os consumidores a optarem por produtos mais baratos e com menos nutrientes.

Para se ter uma ideia, o consumo médio das 39 categorias de produtos avaliadas caiu 3,6% no primeiro semestre de 2015, em relação ao mesmo período de 2014, enquanto o grupo de carnes suínas registrou aumento de 50% e o de embutidos, de 36%.

Percebe-se uma clara tendência por alimentos industrializados e processados, que pesam menos no bolso, mas trazem consequências nocivas para a saúde. De acordo com a Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer (IARC), o consumo excessivo de carnes processadas, como embutidos ou frios, está no grupo 1 de risco de desenvolvimento de câncer, principalmente o colorretal.

Por esse motivo, adotar produtos mais saudáveis significa fazer um investimento na própria saúde. Você gasta hoje, mas evita despesas com remédios, médicos, exames e tratamentos no futuro. Faz sentido para você?

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Selecionamos quatro dicas básicas para você manter uma boa alimentação sem extrapolar o orçamento. Confira:

Priorize alimentos in natura

Frutas, verduras e legumes estão entre os alimentos mais nutritivos que você pode encontrar, então, vale a pena reservar um dinheiro para eles. Mesmo que o preço seja equivalente a outros itens industrializados, a quantidade de nutrientes compensa.

Frequente feiras

Para encontrar bons preços de alimentos in natura, a dica é sair das grandes redes de supermercado, e recorrer às feiras livres. Lá, é possível negociar os preços diretamente com os produtores, além de ter acesso a alimentos orgânicos. Fique atento, também, às promoções de fim de feira.

Prefira alimentos da época

Os alimentos que estão no período de safra possuem menos agrotóxicos e podem ser encontrados por valores mais baratos. Você já sabe, por exemplo, que o verão é favorável à melancia, enquanto o morango apresenta melhores condições no inverno.

Fique atento às promoções

Supermercados costumam fazer promoções sazonais, ou com dias específicos, como uma quinta-feira dedicada às carnes ou uma terça-feira focada nos vegetais. Fique atento a diferentes oportunidades em diversos estabelecimentos na sua cidade.

 

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